Trigo abre sessão desta terça (10) com leves oscilações em Chicago enquanto mercado acompanha importações e estoques no Brasil

Publicado em 10/03/2026 10:08
Contratos futuros operam próximos da estabilidade na CBOT, com investidores atentos à oferta global do cereal, à safra argentina e ao comportamento dos estoques da indústria moageira brasileira

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O mercado do trigo iniciou as negociações desta terça-feira (10) na Bolsa de Chicago (CBOT) com variações moderadas entre os principais contratos futuros.

Na abertura do pregão, o contrato maio/26 era cotado a US$ 6,03/bu, registrando leve alta de 2 pontos. Já o contrato julho/26 operava a US$ 6,14/bu, com ganho de 1 ponto nas primeiras movimentações do dia.

Nos últimos dias, o trigo em Chicago passou por um período de maior volatilidade, influenciado por fatores geopolíticos e pelo comportamento do mercado de energia, que elevaram a sensibilidade das commodities agrícolas. No entanto, analistas destacam que os fundamentos seguem apontando para uma oferta global relativamente confortável, o que tende a limitar movimentos mais intensos de valorização no curto prazo.

Importações continuam sendo fator-chave para o Brasil

No mercado brasileiro, um dos principais pontos de atenção continua sendo o fluxo de importações do cereal.
De acordo com estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Brasil deverá importar cerca de 6,7 milhões de toneladas de trigo no ciclo 2025/26 para atender à demanda interna. O país consome entre 12 e 13 milhões de toneladas por ano, enquanto a produção nacional costuma ficar abaixo desse volume.

Argentina segue dominando o fornecimento

A Argentina permanece como principal fornecedora do cereal ao mercado brasileiro. Projeções de mercado indicam que a produção argentina pode alcançar até 27,8 milhões de toneladas na safra 2025/26, ampliando a disponibilidade exportável para os países do Mercosul.
Esse cenário mantém a competitividade do trigo argentino no mercado brasileiro e influencia diretamente as decisões de compra da indústria moageira.

Estoques da indústria também entram no radar

Outro fator acompanhado pelos analistas é o comportamento dos estoques da indústria de moagem no Brasil.
Avaliações de mercado indicam que muitos moinhos iniciaram o ano com estoques relativamente confortáveis, resultado de compras antecipadas de trigo importado realizadas nos meses anteriores. Em alguns casos, o abastecimento estaria garantido até o final do primeiro trimestre.

Oferta global limita altas mais fortes

No cenário internacional, a disponibilidade global do cereal continua sendo um fator de pressão sobre as cotações.
Mesmo com as oscilações recentes em Chicago, analistas apontam que a oferta mundial segue relativamente elevada, especialmente diante das boas produções registradas em países exportadores relevantes nas últimas safras.

Preços no Brasil variam entre as regiões

No mercado físico nacional, os preços continuam apresentando comportamento distinto entre os estados produtores.
Levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) indicam que as cotações variam conforme a dinâmica regional de oferta e demanda, com algumas praças registrando maior sustentação dos preços diante da disponibilidade mais limitada do cereal.

Diante desse cenário, o mercado do trigo segue acompanhando de perto a combinação de fatores internacionais e domésticos. Oscilações na Bolsa de Chicago, desempenho da safra argentina, fluxo de importações e comportamento dos estoques da indústria continuam sendo determinantes para a formação dos preços do cereal no Brasil.
 

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Por:
Priscila Alves
Fonte:
Notícias Agrícolas

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