Trigo fecha com leve alta em Chicago e mercado monitora demanda externa e custos no Brasil

Publicado em 30/03/2026 17:13 e atualizado em 30/03/2026 18:37
Contratos maio, julho e setembro avançam no encerramento enquanto exportações e aumento de custos seguem no radar do produtor

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O mercado do trigo encerrou a sessão desta segunda-feira com leves ganhos nos principais contratos negociados na Bolsa de Chicago. O vencimento maio 2026 fechou cotado a US$ 6,07/bu, com alta de 20 pontos, avanço de 0,33%. O movimento positivo também foi observado nos demais vencimentos acompanhados pelo mercado, com o julho 2026 encerrando a US$ 6,18/bu, com ganho de 26 pontos, enquanto o setembro 2026 terminou o dia a US$ 6,31/bu, com alta de 24 pontos.

O fechamento ocorreu em um cenário de comportamento misto entre as bolsas do complexo do trigo ao longo do dia. Dados divulgados durante a sessão indicaram que os futuros do trigo em Chicago chegaram a operar com ganhos de 6 a 7 cents, enquanto outras praças apresentaram desempenho mais fraco, refletindo ajustes técnicos e movimentações distintas entre os tipos de trigo negociados.

Outro fator acompanhado pelo mercado foi o fluxo de exportações dos Estados Unidos. Relatório de inspeções mostrou embarques semanais de 364.219 toneladas, volume 20,73% superior à semana anterior e 27,38% acima do registrado no mesmo período do ano passado, com destaque para embarques destinados ao Japão, Nigéria e México. O acumulado do ano comercial também permanece acima do registrado no ciclo anterior, sinalizando demanda externa ativa.

No Brasil, o cenário da cadeia do trigo continua sendo influenciado pelo aumento de custos. Informações recentes apontam que o preço do cereal no mercado interno registrou alta próxima de 8% no último mês, chegando a cerca de R$ 1.272 por tonelada, reflexo de despesas maiores ao longo da cadeia produtiva.

O avanço dos custos também pressiona a indústria, que sinaliza repasse parcial das altas aos consumidores diante do encarecimento de fretes, energia e insumos, criando um ambiente de maior cautela para a comercialização.

 

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Por:
Priscila Alves
Fonte:
Notícias Agrícolas

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