Trigo fecha com leve alta e Brasil segue na contramão com preços firmes

Publicado em 15/04/2026 17:38
Chicago sustenta ganhos moderados, enquanto mercado brasileiro mantém valorização com oferta restrita e demanda ativa

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O mercado do trigo encerrou o pregão desta quarta-feira (15) com leve alta na Chicago Board of Trade (CBOT), em um movimento mais técnico e de sustentação após as recentes oscilações, enquanto o cenário interno brasileiro segue com dinâmica própria e preços firmes.

No fechamento, o contrato maio/26 foi cotado a US$ 5,93/bu, com alta de 160 pontos. O julho/26 encerrou a US$ 6,01/bu, com valorização de 40 pontos, enquanto o setembro/26 fechou a US$ 6,13/bu, registrando alta de 60 pontos.

O comportamento do mercado internacional reflete um equilíbrio momentâneo entre oferta global ainda confortável e preocupações pontuais com as condições das lavouras nos Estados Unidos. Esse cenário tem limitado movimentos mais expressivos, mantendo o trigo em uma faixa de estabilidade com leves oscilações.

De acordo com informações recentes do mercado, as cotações encontram suporte técnico após quedas anteriores, com participação de fundos ajustando posições, o que ajuda a explicar a leve sustentação observada no fechamento desta sessão.

No Brasil, no entanto, o cenário segue mais firme e até descolado do mercado externo. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), os preços continuam em alta no mercado interno, impulsionados principalmente pela oferta restrita no disponível e pela demanda ativa dos moinhos.

O Cepea destaca que há necessidade de reposição de estoques por parte dos compradores, ao mesmo tempo em que produtores seguem retraídos nas vendas, priorizando o andamento da safra de verão. Esse desequilíbrio entre oferta e demanda mantém a sustentação dos preços no país.

Ainda de acordo com o Centro de Pesquisas, no mercado de derivados, os preços do farelo de trigo recuaram na última semana diante do aumento da oferta e menor demanda, enquanto as farinhas avançaram, refletindo o encarecimento da matéria-prima e custos logísticos mais elevados.

O momento exige atenção estratégica. Enquanto Chicago mostra sinais de estabilidade, o mercado interno oferece melhores condições de preço, sustentadas por fundamentos próprios. A combinação desses fatores pode abrir oportunidades pontuais de comercialização, especialmente para quem acompanha de perto tanto o cenário externo quanto a realidade doméstica.

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Por:
Priscila Alves / Inst. @priscilaalvestv
Fonte:
Notícias Agrícolas

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