Trigo opera em queda em Chicago e mercado monitora impacto do El Niño na produção global
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Os preços futuros do trigo iniciaram os negócios desta sexta-feira (12) em campo negativo na Bolsa de Chicago (CBOT). O mercado segue atento às condições climáticas nos principais países produtores e às perspectivas para a oferta global do cereal.
No início da manhã, o contrato julho/26 era negociado a 584,50 cents por bushel, com queda de 2,50 pontos. O setembro/26 recuava 2,75 pontos, para 595,50 cents por bushel, enquanto o dezembro/26 perdia 2,75 pontos, cotado a 612,00 cents por bushel.
As atenções do mercado também se voltam para os efeitos esperados do fenômeno El Niño. Especialistas indicam que o evento climático deve ganhar força ao longo do segundo semestre de 2026. Enquanto há preocupação com possíveis impactos negativos sobre a produção agrícola em partes da Ásia e da Austrália, a expectativa é de que o fenômeno favoreça as lavouras da Argentina, importante exportadora mundial de trigo, milho e soja.
Segundo especialistas climáticos consultados pela Reuters, o aumento das chuvas associado ao El Niño tende a beneficiar o desenvolvimento das culturas argentinas durante a safra 2026/27. No caso do trigo, a projeção é que a colheita argentina possa alcançar cerca de 20 milhões de toneladas, uma das maiores da história do país.
Além das condições climáticas na América do Sul, os operadores seguem monitorando o andamento das colheitas no Hemisfério Norte e os ajustes nas estimativas de produção mundial, fatores que continuam influenciando a formação dos preços na CBOT.
No Brasil, o mercado permanece atento ao avanço da semeadura das lavouras de inverno, em especial no Sul do país, principal região produtora do cereal. O comportamento do clima nas próximas semanas será determinante para o desenvolvimento inicial das lavouras e para as perspectivas da safra nacional.
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