Trigo sobe em Chicago e mercado acompanha menor oferta no Brasil

Publicado em 17/06/2026 10:57
Contratos futuros avançam nesta quarta-feira (17), enquanto a oferta restrita sustenta os preços internos e projeções apontam queda de 20% na produção brasileira em 2026

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O mercado do trigo opera em forte alta na Bolsa de Chicago (CBOT) na manhã desta quarta-feira (17). No início da manhã, os principais contratos registravam ganhos próximos de 12 centavos de dólar por bushel, impulsionados por compras técnicas e pelo acompanhamento das condições climáticas nas principais regiões produtoras do Hemisfério Norte.

Cotações do trigo na CBOT

Julho/26: US$ 6,08/bushel, com alta de 12,50 pontos.
Setembro/26: US$ 6,16/bushel, com alta de 11,50 pontos.
Dezembro/26: US$ 6,33/bushel, com alta de 11,50 pontos.

Mercado internacional busca recuperação

A alta desta quarta-feira ocorre após um período de forte pressão sobre os preços internacionais em função das boas perspectivas para as lavouras dos Estados Unidos, Rússia e União Europeia.

No entanto, investidores seguem atentos ao desenvolvimento climático nas regiões produtoras norte-americanas durante a fase decisiva para a definição da produtividade. Movimentos de recomposição de posições também contribuem para a recuperação das cotações nesta sessão.

Apesar da reação positiva em Chicago, o mercado global continua acompanhando a expectativa de ampla oferta entre os principais exportadores mundiais, fator que ainda limita altas mais consistentes.

Produção brasileira deve cair em 2026

Enquanto o mercado internacional monitora a safra do Hemisfério Norte, o cenário brasileiro segue marcado por preocupações com a redução da área cultivada e da produção.

Segundo dados divulgados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e analisados pelo Cepea, a produção brasileira de trigo deverá atingir 6,3 milhões de toneladas em 2026, volume 20% inferior ao registrado na safra de 2025.

A área cultivada foi estimada em 2,12 milhões de hectares, representando queda de 13,4% em relação à temporada passada. Já a produtividade média deve alcançar 2,974 toneladas por hectare, recuo de 7,6% na comparação anual.

De acordo com pesquisadores do Cepea, as incertezas climáticas e a rentabilidade da cultura seguem limitando novos investimentos por parte dos produtores, especialmente em estados do Sul, principais polos produtores do país.

Oferta restrita mantém preços firmes

Mesmo diante da perspectiva de uma safra menor, os preços do trigo no mercado físico seguem sustentados pela baixa disponibilidade de produto da safra passada.

Segundo o Cepea, produtores permanecem retraídos nas negociações e comercializam apenas volumes pontuais, aguardando oportunidades mais favoráveis de venda. Esse comportamento reduz a oferta disponível no mercado spot e contribui para manter os preços internos firmes.

O cenário também continua sendo influenciado pela necessidade de importações ao longo do ano, principalmente da Argentina, tradicional fornecedora de trigo ao mercado brasileiro.

Comercialização segue cautelosa

A combinação entre estoques reduzidos, menor produção projetada para 2026 e incertezas climáticas mantém a comercialização em ritmo moderado.

Enquanto moinhos seguem buscando cobertura para suas necessidades futuras, produtores acompanham a evolução da safra em campo e os movimentos das bolsas internacionais antes de ampliar o volume de negócios.

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Por:
Priscila Alves I instagram: @priscilaalvestv
Fonte:
Notícias Agrícolas

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