Produtores no Paraguai apostam na qualidade do solo para potencializar produtividade dos grãos

Publicado em 05/01/2017 11:37 e atualizado em 05/01/2017 13:03
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Com expansão limitada para novas áreas, produtores Paraguaios apostam na qualidade do solo para potencializar produtividade dos grãos
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Muitos brasileiros foram para o Paraguai para investir no agronegócio e o resultado é bastante claro: a produção de soja cresce cada vez mais. Nos últimos 10 anos, a produtividade aumentou de uma média de 40 sacas por hectare para níveis de 60 sacas por hectare, com produtor chegando até mesmo a colher 100 sacas. Mas área para novos desbravadores, quase não existe mais.

Com isso, aumentar a produtividade na própria área é prioridade para os produtores no Paraguai. O país, que possui um solo mais argiloso nas áreas próximas à divisa com Brasil e Argentina, conta com terras de alta fertilidade e alto teor de nutrientes.

A palhada é fundamental para que se tenha um acréscimo de matéria orgânica para o solo. Porém, muitas vezes, este processo tem que ser feito por meio da rotação de culturas. Uma planta como o milho pode fornecer mais carbono para o solo do que a soja, logo, o processo é de extrema importância no plantio direto.

O solo depende de várias condições. Existem setenta mil microorganismos que vivem nele e propiciam um bom desenvolvimento para as plantas. Na falta desses microorganismos, os nematoides e o fusarium podem se destacar, mas algumas áreas já realizam um trabalho em cima de matéria orgânica que ajuda a controlar esses patógenos.

Conscientes dessas características, os produtores levam à risca o lema de produzir solo. O produtor Adenir Schneider, além de estar sempre de olho nas informações, também observa a agricultura desenvolvida no Oeste do Paraná, no Brasil. Como planta em um tipo de terra parecido, entre as localidades de Santa Fe e Mbaracayu, no departamento de Alto Paraná, ele também desempenha o papel de observar os exemplos para contribuir para o agronegócio paraguaio.

O engenheiro agrônomo Alyson Pereira destaca que um solo bem condicionado leva tempo, mas o resultado promete, e muito. Em quatro a cinco anos é possível ter um aumento significativo de produtividade. E, além do solo, é preciso também prestar atenção na qualidade de sementes.

Por: Izadora Pimenta
Fonte: Notícias Agrícolas

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