Mudanças no seguro rural vão além da subvenção de R$1 bi. 14 seguradoras estarão habilitadas a operar

Publicado em 25/06/2019 14:09 e atualizado em 25/06/2019 16:22
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Num futuro próximo as apólices de seguro poderão servir como garantia nas operações de financiamento
Janio Zeferino da Silva - Consultor em Agronegócio

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Após o anúncio do Plano Safra, o governo espera aumentar a área de cobertura com o seguro rural na temporada 2019/20 e dar ao produtor rural mais opções de seguros para aumentar a competitividade entre a seguradoras. Entretanto, a tendência é que futuramente as apólices de seguros podem servir como garantia nas operações de financiamento.

De acordo com o Consultor em Agronegócio, Janio Zeferino da Silva, pela primeira vez terá um volume de recursos para a subvenção que pode causar algum impacto de proteção aos agricultores. “Nós saímos de 400 milhões para um bilhão de reais, na qual esse valor não deverá ser contingenciado pelo que acompanhamos durante o plano safra e vai triplicar a proteção das lavouras brasileiras”, afirma.

A subvenção deverá ser preservada, pois os Ministérios da Agricultura e da Economia entendem que esse mecanismo é muito importante para melhorar a segurança do crédito rural. “Por todas as conversas que tivemos ao longo do plano safra ficou muito claro o posicionamento da Ministra Tereza Cristina, do Ministro Paulo Guedes e de outras associações que essa valor da subvenção será preservado. Com um seguro mais robusto, os médios e grandes produtores vão buscar recursos em outras fontes e os próprios bancos vão ter mais apetite para emprestar”, comenta.

Para a próxima safra, aproximadamente 14 operadoras estão habilitadas a trabalhar com seguro agrícola. “Isso ficou muito claro no plano safra de que vai ter um esforço das autoridades em evitar a obrigatoriedade do seguro para que produtor tenha mais opções além do banco que ele opera. Nós sabemos que quando tem competição o preço acaba caindo”, aponta.

A expectativa é que tenha no mercado seguro agrícola de boa qualidade e com valores mais competitivos do que no ano passado. No entanto, um fator que preocupa os produtores é o fato das coberturas serem calculadas em cima da média histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que não representa mais a realidade de muitas regiões.

“Agora as seguradoras podem fazer seguros customizados com base na propriedade, localidade e os dados fornecidos pelo o agricultor. Em contrapartida, uma mudança importante é no seguro faturamento que tem como propósito proteger a renda do produtor caso tenha variações expressivas nas cotações”, destaca.

O consultor explica que no seguro de produção é realizada uma proteção de 65% da produtividade espera para a safra de soja.  “Vamos imaginar uma produtividade de 60 sacas por hectare em que o agricultor terá que proteger 39 sacas. Ou seja, se a rentabilidade for abaixo de 39 sacas vai receber uma cobertura equivalente as perdas contabilizadas e não podem ultrapassar desse percentual de 65% segurado”, ressalta.

Por outro lado, o seguro de renda é diferente já que protege as referências. “Se um produtor fez um seguro para proteger a soja a R$ 70,00 a saca e tiver perdas vai receber uma complementação da produção neste valor”, salienta.

Por: Aleksander Horta e Andressa Simão
Fonte: Notícias Agrícolas

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