Com problemas na demanda e em questões estruturais econômicas, UE deve fortalecer laços com Mercosul após o fim da crise
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Com problemas na demanda e em questões estruturais econômicos, UE deve fortalecer laços com Mercosul após o fim da crise
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A Bélgica, por ser o país-sede do parlamento europeu, é a porta de entrada de relacionamento com o bloco econômico da União Européia. Além da importância política, o país também está estrategicamente posicionado no continente, com importantes pontos de logística. É o que explicou Rudinei Carapinheiro, presidente da Câmara de Comércio e Indústria Belgo-Luxemburguesa-Brasileira do Brasil, para o site Notícias Agrícolas. "A Bélgica tem o Porto de Antuérpia, que é de grande importância para toda a Europa. Além de aeroportos que também são muito estratégicos e que facilitam a circulação de alimentos importados pelos países europeus".
Pela sua importância comercial, Rudinei considera que o Brasil deveria ter uma maior representatividade no parlamento europeu. "Diversos setores estão lá, defendendo seus interesses. Por isso o Brasil deveria ter representantes trabalhando lá dentro, demonstrando as vantagens para investimentos e parcerias com o mercado brasileiro".
Por outro lado, por representar países com interesses variados e economias internas nem sempre saudáveis, os países que fazem parte do bloco europeu podem encontrar dificuldades em tomar decisões uniformes. Foi o que ocorreu ao longo da crise causada por coronavírus, que acabou isolando países que precisavam de ajuda internacional, como foi o caso da Itália. "Quando a Itália precisou de ajuda, foram países fora do bloco que se prontificaram em prestar auxílio. Ou seja, nem sempre os interesses internos estão alinhados e isso pode trazer dificuldades para o bloco com um todo", explicou.
É exatamente esse conflito de interesses que pode beneficiar uma futura parceria entre o bloco europeu e o Mercosul. Ao longo de 2019 os dois blocos iniciaram um acordo comercial, mas que foi deixado em segundo plano por causa da pandemia causada pelo coronavírus. "A Europa depende da produção externa de muitos alimentos e o Brasil pode suprir essa demanda. Como nesse momento a logística está travada em todo o continente, após a reabertura das fronteiras essa demanda reprimida virá com força".
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