Chuva volta ao Paraná, centrão vota com Jair, soja sobe... boas notícias! (mas petróleo preocupa)

Publicado em 04/03/2021 16:12 e atualizado em 04/03/2021 19:34 1588 exibições
Tempo & Dinheiro - Com João Batista Olivi
Edição desta quinta-feira, 4 de março/21, com João Batista Olivi

Chuvas garantem 'safra cheia' de soja do Brasil e milho será recorde, diz Datagro

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SÃO PAULO (Reuters) - A produção de soja do Brasil deve atingir 135,68 milhões de toneladas na safra 2020/21, estimou a consultoria Datagro nesta quinta-feira, com um ajuste negativo em relação aos 135,87 milhões vistos em fevereiro, diante do excesso de chuvas na colheita que também está garantindo uma safra cheia em boa parte do país.

"Com as chuvas abundantes previstas para março, cerca de 95% da safra estaria garantida. Portanto, já podemos afirmar que teremos uma safra cheia e recorde", disse o coordenador de grãos da Datagro, Flávio Roberto de França Junior, em nota.

As mesmas chuvas que favorecem na produtividade dificultam a colheita daquelas áreas já maduras.

"A preocupação vai limitando-se agora às dificuldades impostas pelo excesso de umidade para a colheita. E, neste caso, algumas perdas regionais estão acontecendo. Mas ainda nada que transforme radicalmente esse cenário de grande produção."

Ainda assim, se confirmado, o volume projetado para a soja nesta safra será 7% superior ao recorde registrado na temporada 2019/20, conforme dados da Datagro.

De acordo com a consultoria, o país também passa de uma área plantada de 37,39 milhões de hectares em 2019/20 para 38,76 milhões no ciclo atual.

"Desse total, o Brasil colheu, até o dia 26 de fevereiro, 28,0% da área estimada, ante 15,1% na semana anterior; no mesmo período de 2020, os sojicultores brasileiros haviam colhido 44,4%; na média dos últimos 5 anos, 36,9%", informou a Datagro, destacando o atraso nos trabalhos comparado a anos anteriores.

A colheita foi postergada devido ao plantio tardio da oleaginosa, em função de uma seca no ano passado, e chuvas ocorridas desde janeiro que limitaram o processo de retirada do grão das lavouras.

MILHO

A estimativa de produção total do milho caiu para 109,62 milhões de toneladas, ante 110,06 milhões da projeção anterior. Apesar do corte, o volume ainda é 3% superior ao recorde de 2019/20.

No total das duas safras do cereal, o Brasil tem previsão de área para 2020/21 de 19,60 milhões de hectares, alta de outros 3% no ano a ano.

Para a safra de inverno --a principal da temporada-- o país deve semear 15,31 milhões de hectares, 5% a mais no comparativo anual. Do total, 13,13 milhões de hectares estariam no centro-sul, prevê a consultoria.

"E esse plantio deve ocorrer, mesmo que em boa parte fora das janelas ideais de semeadura", ressaltou a Datagro sobre a segunda safra, cujo potencial produtivo é de 85,58 milhões de toneladas, alta de 7% ante o ciclo anterior.

Até o dia 26 de fevereiro, a região centro-sul havia plantado 40,6% da área estimada para o milho de inverno, ante 22,2% na semana anterior.

Devido ao atraso, o índice era de 67,1% na mesma época do ano passado e, na média dos últimos 5 anos, 59,5%.

Produção agrícola do Brasil alimenta 10% do mundo, diz estudo da Embrapa

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SÃO PAULO (Reuters) - O agronegócio do Brasil é responsável pela alimentação de cerca de 800 milhões de pessoas, ou aproximadamente 10% da população global, segundo estudo divulgado nesta quinta-feira pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), que mediu dados a partir da produção básica de grãos e oleaginosas do país.

De acordo com os responsáveis pela pesquisa, Elisio Contini e Adalberto Aragão, a cifra obtida leva em conta que os grãos e oleaginosas são a base da alimentação humana --para consumo direto, de alimentos processados ou como insumo para ração para a produção de carnes.

"Em termos de pessoas alimentadas (pelo Brasil), em manifestações de autoridades e trabalhos técnicos os números variavam de 1 bilhão a 1,5 bilhão de pessoas. Decidimos checar estes números, partindo da produção de grãos e oleaginosas do Brasil em relação à mundial", disse Contini em nota.

Os autores consideraram duas perspectivas para o resultado: uma, que leva em conta a produção física de grãos, indicou o Brasil como responsável pela alimentação de cerca de 637 milhões de pessoas em 2020. Outra, que agrega à produção física seu respectivo valor monetário, aponta para 772,600 milhões de pessoas alimentadas pela produção local no ano passado.

Contini e Aragão consideram o segundo resultado como o mais próximo da resposta exata, já que ele leva em conta a multiplicação dos preços internacionais dos produtos, medidos pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), pela produção de grãos local.

Os resultados, conforme variação dos preços e safras, flutuam de acordo com o ano estudado --em 2019, outro período considerado pelo trabalho, o cálculo da população alimentada pelo Brasil chegava a 809,472 milhões, devido aos preços.

"Assim, pode-se afirmar que ao redor de 800 milhões de pessoas são alimentadas pelo Brasil, incluindo a população brasileira", concluíram os autores, que citam ainda a população global em torno de 7,76 bilhões de pessoas em 2020.

Além da nova medição, o estudo também apontou que a participação do Brasil no mercado mundial de alimentos saltou de 20,6 bilhões de dólares para cerca de 100 bilhões de dólares nos últimos dez anos, com destaque para carne, soja, milho, algodão e produtos florestais.

Os cálculos mostraram ainda que a participação do Brasil na produção mundial de grãos cresceu de 6% em 2011 para 8% em 2020, segundo a Embrapa, com a agropecuária nacional avançando na esteira da forte demanda da China, principal compradora de soja e carnes do Brasil.

Segundo estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Brasil deve produzir uma safra recorde de 268,3 milhões de toneladas de grãos em 2020/21, alta de 4,4% na comparação anual.

Ibovespa fecha em alta com trégua em apreensão fiscal após PEC, mas NY pesa

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SÃO PAULO (Reuters) - O Ibovespa fechou em alta nesta quinta-feira, após o texto da PEC Emergencial aprovado no Senado corroborar algum alívio nos receios fiscais, mas sem conseguir se manter acima dos 114 mil pontos com a forte correção negativa em Wall St.

Investidores também repercutiram notícias corporativas, como a divulgação pela Rumo de previsões para 2021/2025 sugerindo forte crescimento no horizonte, que fez as ações do braço de logística do grupo Cosan saltarem mais 7%.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,93%, a 112.217,21 pontos, de acordo com dados preliminares. Na máxima do pregão, o Ibovespa chegou a 114.433,38 pontos.

O volume financeiro somava 42 bilhões de reais.

Dólar fecha quase estável, a R$ 5,6617, dividido entre PEC Emergencial e exterior

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SÃO PAULO (Reuters) - O dólar sofreu uma nova virada nesta quinta-feira, chegando a operar em alta na última hora de negócios depois de passar a sessão inteira em queda, com a pressão do cenário externo neutralizando repercussão positiva da aprovação da PEC Emergencial com limites de gastos, que aliviou temores sobre a trajetória das contas públicas.

O movimento do câmbio nesta quinta foi na direção contrária do da véspera, quando, na reta final do pregão, o dólar despencou das máximas, após garantias do presidente da Câmara de que o Congresso respeitaria o teto de gastos.

O dólar à vista fechou com variação negativa de 0,01%, a 5,6617 reais na venda.

A moeda chegou a descer para 5,5449 reais (-2,08%) no começo da tarde, mas recobrou forças e engrenou alta em meio à deterioração nos ativos internacionais, pela percepção de que o Federal Reserve não está preocupado com o recente aumento nas taxas de títulos soberanos e das expectativas de inflação.

No pico do dia, a cotação subiu 0,40%, a 5,685 reais.

Guedes diz que "na hora decisiva" sempre tem o apoio de Bolsonaro

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BRASÍLIA (Reuters) - O ministro da Economia, Paulo Guedes, agradeceu nesta quinta-feira ao Congresso e a Jair Bolsonaro pelo processo de aprovação da PEC Emergencial em dois turnos no Senado, afirmando, em vídeo divulgado por sua assessoria, que "na hora decisiva" sempre tem o apoio do presidente.

"Agradeço ao presidente Bolsonaro, que na hora decisiva, no momento decisivo, ele sempre nos apoia", afirmou Guedes, ao lado do senador Marcio Bittar (MDB-AC), relator da PEC Emergencial, que abre caminho para a concessão de nova rodada de auxílio emergencial aos mais vulneráveis.

"Nós temos um compromisso com a saúde e um compromisso, também, com a economia. O presidente (Bolsonaro) sempre diz que economia e saúde andam juntas, e temos que respeitar isso", afirmou Guedes.

O ministro também parabenizou iniciativa do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), de ter reafirmado compromisso com a manutenção do teto de gastos no processo de apreciação da PEC. Em postagem no Twitter na quarta-feira, Lira garantiu que as duas Casas aprovariam o projeto sem excepcionalidades ao teto.

Depois de a PEC ser aprovada em segundo turno nesta quinta-feira, Lira afirmou que o projeto será discutido na próxima terça-feira na Câmara, com possibilidade de ter sua admissibilidade analisada, para então ter o mérito votado em dois turnos no plenário no dia seguinte.

"A solução exige compromisso com a saúde dos brasileiros e compromisso também com as gerações futuras, não podemos ficar empurrando essa conta para frente", disse Guedes.

PEC Emergencial será votada em dois turnos na quarta-feira na Câmara, diz Lira

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BRASÍLIA (Reuters) - A PEC Emergencial será discutida na próxima terça-feira na Câmara, com possibilidade de ter sua admissibilidade analisada, para então ter o mérito votado em dois turnos no plenário da Casa na quarta, afirmou o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).

Lira disse nesta quinta-feira ter feito a sugestão a líderes e garantiu contar com a concordância da maioria deles. O Senado concluiu o segundo turno de votação da Proposta de Emenda à Constituição(PEC) Emergencial mais cedo nesta quinta.

"O Senado levou um tempo maior e os deputados e deputadas, tendo conhecimento do texto, pelo menos dá para as lideranças dos partidos se posicionarem com relação ao mérito a partir da terça-feira, que é o que eu penso", disse o deputado a jornalistas.

"Sugeri aqui no colégio de líderes: todo o dia (terça) para a discussão e talvez a votação da admissibilidade e primeiro e segundo turnos na quarta-feira, numa possibilidade mínima de acordo do plenário", acrescentou.

Segundo ele, a relatoria da PEC deve ficar a cargo do deputado Daniel Freitas (PSL-SC). Por se tratar de uma alteração na Constituição, a PEC precisará de ao menos 308 votos favoráveis na Câmara nos dois turnos de votação.

"Conforme conversa com os lideres, nós não temos unanimidade, mas tínhamos uma maioria bastante significativa para a urgência do tema do auxílio", esclareceu Lira.

O presidente da Casa lembra que as comissões da Casa ainda não estão instaladas, o que permite levar a PEC diretamente ao plenário da Câmara, conferindo uma tramitação mais acelerada à proposta.

"É importante que nós saibamos que ainda quando as comissões não estão instaladas, a gente possa abreviar o rito dessa PEC, que tem importantes posições...e que vai oportunizar ao governo ter a sinalização para agora em março, ainda, pagar o auxílio emergencial que é muito importante nesse momento."

A PEC Emergencial abre caminho para a concessão do auxílio financeiro aos mais vulneráveis limitado a um montante de 44 bilhões de reais a ser excepcionalizado das regras fiscais em 2021. O texto não traz um valor ou o número de parcelas, mas o Executivo já sinalizou que enviará proposta ao Congresso assim que a PEC for aprovada, estabelecendo a ajuda em 250 reais por 4 meses.

Além do auxílio emergencial, a PEC estabelece os chamados gatilhos fiscais, a serem acionados quando a despesa obrigatória ultrapassar 95% da despesa primária total. Também prevê a possibilidade de utilização do superávit financeiro dos fundos para pagamento de dívida, mesmo sem a decretação de estado de calamidade, e uma determinação para a redução de benefícios tributários de maneira gradual, entre outros pontos.

Lira diz que Câmara deve votar Lei do Gás na quinta-feira da próxima semana

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BRASÍLIA (Reuters) - O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), afirmou que o projeto de lei que propõe um novo marco legal para o setor de gás natural, a chamada Lei do Gás, será votado na quinta-feira da próxima semana.

A pauta da Casa estará reservada, na terça e quarta-feiras, para a análise da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) Emergencial.

Na quinta, deputados irão se debruçar sobre os demais itens da pauta, que inclui uma medida provisória que aumenta a margem de crédito consignado dos titulares de benefícios de aposentadoria e pensão do Regime Geral de Previdência Social durante o período da pandemia de covid-19, e a Lei do Gás.

A pauta foi definida nesta quinta em reunião de líderes da Casa.

 

Ministério da Saúde negocia 63 milhões de doses de vacina da Moderna

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BRASÍLIA (Reuters) - O Ministério da Saúde estima fechar um contrato com a Moderna para receber 13 milhões de doses da vacina do laboratório contra a Covid-19 até dezembro, com o primeiro 1 milhão de doses entregue até julho, segundo documento com o cronograma de entregas previsto pela pasta obtido pela Reuters.

O cronograma também prevê mais 50 milhões de doses do imunizante do laboratório norte-americano até 31 de janeiro de 2022, totalizando 63 milhões de doses da farmacêutica.

O documento estima ainda a chegada até o final de maio das primeiras 2 milhões de doses da vacina contra Covid-19 da Pfizer, cujo contrato com o governo federal por um total de 100 milhões de doses está na fase final de negociação.

Ao todo, em contratos já firmados, contratações futuras e tratativas, a pasta prevê receber até o final do ano 575,9 milhões de doses de vacinas dos mais diversos laboratórios. Desse total, 161 milhões de doses são de laboratórios com quem o ministério ainda está em tratativas.

O cronograma do ministério foi entregue na tarde desta quinta-feira pelo secretário-executivo da pasta, Élcio Franco, a senadores que participam de uma sessão para discutir as ações da pasta no enfrentamento à pandemia de coronavírus.

Senadores pedem pressa no programa de imunização brasileiro ante o avanço do número de casos e de mortes por Covid-19 no país, que na véspera bateu um recorde de mortes causadas pela doença em 24 horas, com mais de 1.900 óbitos.

O Brasil distribuiu até o momento cerca de 19 milhões de doses de vacinas aos Estados, sendo a maior parte a CoronaVac, da Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, que inicialmente era rejeitada pelo Ministério da Saúde. Só para vacinar os primeiros grupos prioritários --trabalhadores de saúde, idosos, indígenas e pessoas com morbidades-- são necessárias 104,2 milhões de doses de vacina.

Procurado, o Ministério da Saúde não comentou de imediato as informações divulgadas.

Os valores dos acordos em negociação não foram divulgados, mas o governo federal destinou 20 bilhões de reais para a vacinação contra a Covid-19 por meio de uma medida provisória assinada pelo presidente Jair Bolsonaro no ano passado.

DETALHAMENTO

Pelo cronograma detalhado do acordo em negociação com a Pfizer, serão 2 milhões de doses até o final de maio; 7 milhões de doses em junho; 10 milhões de doses por mês entre julho e setembro; 20 milhões de doses por mês em outubro e novembro, e ainda 21 milhões de doses em dezembro.

No caso da Moderna, o ministério negocia receber 13 milhões de doses da vacina do laboratório norte-americano este ano. A previsão é que haja 1 milhão de doses para cada mês em julho, agosto e setembro, e ainda outros 10 milhões de doses até dezembro. A pasta ainda contabiliza receber em janeiro de 2022 outros 50 milhões de doses da Moderna.

Em outra negociação ainda em tratativas, a pasta prevê receber 16,9 milhões de doses da vacina da Janssen até o final de setembro e outras 21,1 milhões de doses até dezembro. Na véspera, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, reuniu-se com executivos do laboratório em Brasília e à noite a pasta comunicou oficialmente a intenção de comprar 38 milhões de doses do laboratório.

O Ministério ainda prevê comprar 10 milhões de doses da vacina russa Sputnik, do Instituto Gamaleya, que no Brasil é representada pelo laboratório União Química. A previsão é de comprar 400 mil doses até final de abril, 2 milhões de doses no mês seguinte e 7,6 milhões de doses até o final de junho.

Até o momento o Brasil tem acordos fechados com a AstraZeneca, por um total de 222 milhões de doses; com o Instituto Butantan, responsável pela CoronaVac, por um total de 100 milhões de doses, com expectativa de mais 30 milhões; e com a Bharat Biotech, da Índia, por 20 milhões de doses.

Além disso, o Brasil participa do programa de distribuição de vacinas Covax, da Organização Mundial da Saúde (OMS), e receberá mais 42,5 milhões de doses de imunizantes.

Dados de eficácia de vacina contra Covid-19 indiana podem aumentar aceitação pública

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NOVA DÉLHI (Reuters) - Médicos e políticos da Índia comemoraram nesta quinta-feira os dados de eficácia de uma vacina contra coronavírus apoiada pelo Estado que recebeu uma aprovação de emergência em janeiro antes da conclusão de um teste de estágio avançado, o que fez pessoas relutarem em recebê-la.

Dados do governo mostram que só 10% das cerca de 12,6 milhões de pessoas imunizadas na Índia receberam a Covaxin, que se descobriu ser 81% eficaz em uma análise provisória do teste de estágio avançado, disse sua desenvolvedora, Bharat Biotech, na quarta-feira.

Qualquer aumento da aceitação da vacina na Índia, que nesta quinta-feira relatou que os casos novos de Covid-19 atingiram seu maior índice em cinco semanas, também pode melhorar suas perspectivas de exportação --a Bharat Biotech disse que 40 países estão interessados na Covaxin.

Muitos médicos e políticos de oposição indianos rejeitaram a Covaxin porque ela foi aprovada pela agência reguladora de medicamentos somente com base em dados de testes intermediários. A agência reguladora também autorizou o uso da vacina da Universidade de Oxford e da AstraZeneca, vendida como Covishield na Índia, que se descobriu ter 70,42% de eficácia com base em testes feitos no exterior.

"Agora que dados provisórios de um teste de estágio avançado da Covaxin estão disponíveis, posso pedir tranquilamente ao meu pai, que tem mais de 60 anos e é diabético, que a tome", disse Nirmalya Mohapatra, líder de uma associação de médicos do Hospital Ram Manohar Lohia de Nova Délhi que anteriormente se recusou publicamente a receber a Covaxin.

Rajib Dasgupta, presidente do Centro de Medicina Social e Saúde Comunitária da Universidade Jawaharlal Nehru de Nova Délhi, disse que os resultados provisórios são animadores, mas que um "quadro bem abrangente" surgirá somente após uma análise mais completa.

O parlamentar de oposição Shashi Tharoor comemorou o anúncio da Bharat Biotech.

"Para aqueles como eu que receavam que a Covaxin estivesse sendo distribuída antes de seus testes de estágio avançado serem concluídos, esta é, de fato, uma boa notícia", disse ele no Twitter.

A Índia relatou 17.407 casos de Covid-19 nas últimas 24 horas, o que eleva seu total a 11,16 milhões. As mortes aumentaram em 89 e chegaram a 157.435.

Chega de frescura e mimimi, diz Bolsonaro sobre medidas para combater a Covid-19

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BRASÍLIA (Reuters) - Em mais um ataque a medidas de restrição de circulação que estão sendo adotadas contra a Covid-19, o presidente Jair Bolsonaro disse que o país precisa parar com "frescura" e "mimimi" e enfrentar os problemas.

"Temos que enfrentar nossos problemas. Chega de frescura, de mimimi, vamos ficar chorando até quando? Respeitar obviamente os mais idosos, aqueles que tem doenças. Mas onde vai parar o Brasil se nós pararmos?”, disse Bolsonaro em evento em Goiás.

Irritado com as decisões que têm sido tomadas por governadores e prefeitos, Bolsonaro repetiu mais uma vez, de forma inverídica, que o Supremo Tribunal Federal, castrou sua autoridade e que as políticas de restrição de circulação são uma forma "ignorante, burra e suicida" de combater o coronavírus.

Bolsonaro acusa o STF de ter lhe retirado o poder de tomar decisões sobre a política de combate ao coronavírus. Na verdade, a decisão da corte estabeleceu que Estados e municípios podem também estabelecer políticas e têm o poder de decidir, por exemplo, sobre fechamento de comércio e escolas.

"Como eu gostaria de ter o poder, que deveria ser meu, para definir essa política. Para isso que muitos de vocês votaram em mim", disse o presidente. "Eu fui eleito para comandar o Brasil. Espero que esse poder me seja restabelecido."

Em mais de um momento, Bolsonaro fez questão de dizer que lamenta as mortes, mas especificou que lamenta quaisquer mortes, não apenas as causadas pela pandemia.

Na quarta-feira, o país bateu mais um recorde diário, com 1910 mortes em um dia, chegando a 259.271, cerca de 10% de todas as mortes por Covid-19 ocorridas no mundo.

Bolsonaro, no entanto, sempre foi contrário a medidas de restrição de circulação, que são adotadas na tentativa de frear a disseminação do coronavírus, e boicotou medidas similares. Desde o agravamento que se registra nas últimas semanas, voltou a atacar prefeitos e governadores.

Na noite de quarta, em conversa com apoiadores na chegada ao Palácio da Alvorada, chegou a dizer que, por ele, jamais haveria lockdown --na verdade, nenhum dos Estados brasileiros chegou a fazer um controle tão restritivo, em que as pessoas são, inclusive, proibidas de sair de casa.

"Até quando vão ficar dentro e casa, até quando vai se fechar tudo? Ninguém aguenta mais isso. Lamentamos as mortes repito, mas temos que ter uma solução", afirmou. "Eu apelo aqui, já que me foi castrada a autoridade, para que governadores e prefeitos repensem a política do fechar tudo. O povo quer trabalhar."

Comprar vacina "só se for na casa da tua mãe", diz Bolsonaro 

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(Reuters) - O presidente Jair Bolsonaro demonstrou irritação nesta quinta-feira com aqueles que cobram em redes sociais que o governo federal compre vacinas contra a Covid-19, chamando-os de idiotas e dizendo que só poderia comprar imunizantes "na casa da tua mãe".

"Tem idiota nas redes sociais, na imprensa, 'vai comprar vacina'. Só se for na casa da tua mãe! Não tem para vender no mundo!", disparou o presidente a apoiadores em Uberlândia (MG).

Mais tarde, ao participar de cerimônia em Goiás, Bolsonaro classificou como "mimimi" as medidas adotadas por governadores e prefeitos para tentar frear a disseminação do coronavírus, responsável pela morte de mais de 1.900 pessoas somente entre terça e quarta-feira.

Bolsonaro por diversas vezes minimizou a pandemia, chegando a classificar a Covid-19 de "gripezinha" e afirmando que os brasileiros deveriam enfrentar o vírus "de peito aberto" e que o Brasil deveria deixar de ser um "país de maricas".

Ele também, por várias vezes questionou as vacinas, afirmando que não tomará o imunizante, e chegou a comemorar como uma vitória pessoal a breve interrupção dos testes com a vacina CoronaVac, do laboratório chinês Sinovac, feita pelo Instituto Butantan, determinada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) após a morte de um voluntário em um suicídio não relacionado à vacina.

Bolsonaro também disse que a CoronaVac não inspirava confiança devido à sua origem chinesa e chegou a garantir que o imunizante não seria adquirido pelo governo federal.

Entretanto, o Ministério da Saúde já fechou contrato com o Instituto Butantan, vinculado ao governo do Estado de São Paulo, por 100 milhões de doses da vacina chinesa e negocia a compra de mais 30 milhões.

Além da CoronaVac, imunizante que deu a largada à vacinação contra Covid-19 no Brasil em 17 de janeiro e que já teve 14,45 milhões de doses entregues ao Programa Nacional de Imunização (PNI), o Brasil conta com 4 milhões de doses da vacina AstraZeneca com Universidade de Oxford importadas prontas da Índia.

Essa vacina foi alvo de acordo formalizado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), ligado ao governo federal, para o envase de doses no Brasil, mas com o atraso na chegada do insumo farmacêutico ativo (IFA) importado da China, nenhuma dose da vacina envasada no país foi aplicada pelo PNI até o momento.

Na quarta-feira, mais de um mês após o início da vacinação no país --que chegou a precisar ser interrompida em alguns locais por falta de doses-- o Ministério da Saúde anunciou que pretende adquirir doses da vacina da Pfizer, já registrada pela Anvisa e que foi oferecida à pasta sem resposta no ano passado, e da Johnson & Johnson, que já tem autorização para uso emergencial nos Estados Unidos.

 

SÃO PAULO (Reuters) - O Ibovespa fechou em alta nesta quinta-feira, após o texto da PEC Emergencial aprovado no Senado corroborar algum alívio nos receios fiscais, mas sem conseguir se manter acima dos 114 mil pontos com a forte correção negativa em Wall St.

Investidores também repercutiram notícias corporativas, como a divulgação pela Rumo de previsões para 2021/2025 sugerindo forte crescimento no horizonte, que fez as ações do braço de logística do grupo Cosan saltarem mais 7%.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,93%, a 112.217,21 pontos, de acordo com dados preliminares. Na máxima do pregão, o Ibovespa chegou a 114.433,38 pontos.

O volume financeiro somava 42 bilhões de reais.

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Fonte:
Notícias Agrícolas/Reuters

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