ILPF converte áreas degradas das pastagens em solos férteis e produtivos, diz Eduardo Assad/Embrapa
Para atender as necessidades do pecuarista ou do agricultor para uma atividade de produção sustentável, Eduardo Assad, pesquisador da Embrapa Informática e especialista na área de mudanças climáticas e sues impactos na agricultura apresentou em entrevista ao Programa Tempo e Dinheiro nesta quarta-feira para o repórter Frederico Olivi, um panorama do Sistema ILPF - de integração da lavoura com a pecuária e a floresta - e seus benefícios para a renda do produtor rural e o meio ambiente.
Com o ILPF, trocamos a atividade agrícola com lavouras solteiras para os sistemas integrados- “ com o plantio de apenas uma safra utilizamos apenas 43 por cento do tempo útil da fazenda, já quando fazemos soja e milho, ou safra e safrinha passamos para 80 por cento e ao incluir a criação de gado dentro desse sistema, somamos mais de 90 por cento de utilização da propriedade e aí finalmente, com as árvores integradas a produção, temos 100 por cento da fazenda ocupada efetivamente, aponta Eduardo Assad.
Segundo Eduardo Assad, são inúmeras as experiências positivas dos produtores rurais que implantaram em suas propriedades o sistema de ILPF.
O ILPF é um sistema de manejo que hoje tem sua eficiência comprovada, principalmente quando apresenta seus benefícios ambientais; o carbono aumenta, vc reduz a erosão, melhora a ciclagem de nutrientes do solo, proporciona aumento da taxa de lotação de gado por hectare e por fim mantém o carbono fixo na árvore ( 40 por çento de uma árvore é carbono), que no final poderá ser negociado como crédito de carbono, comenta Eduardo Assad.
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