Agronegócio puxa crescimento do PIB, mas falta de desenvolvimento de outros setores é uma barreira para o agro
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O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 1,9% durante o primeiro trimestre deste ano, notícia amplamente divulgada na última semana, inclusive entre o meio urbano. Desse total, 1,6% foi representado pela agropecuária, como destacou o economista Antônio da Luz, no Conexão Campo Cidade desta semana.
Ou seja, praticamente tudo que cresceu a economia brasileira no primeiro trimestre foi por causa do agronegócio. O setor de serviços cresceu 0,6% e a indústria apresentou uma queda de 0,1%, segundo trimestre consecutivo de resultado negativo. Enquanto isso, o crescimento do agro foi de 21% .
“Nós temos um crescimento imenso, mas ele tem consequências positivas e negativas. Para o conjunto da economia, ele tem mais consequências positivas, mas para o produtor essas consequências não são boas”, destacou o economista.
Como destacou Antônio da Luz, para ter esse crescimento, foi preciso colocar muito produto à disposição, mas a infraestrutura de escoamento era a mesma. “Se eu não tenho um funil sendo ampliado, essa estrutura dá choque. O agro precisando de investimentos nos serviços e indústria para receber essa safra e nós vemos um recuo desses setores”.
De acordo com ele, o Brasil precisa crescer parelho. O agro dá muita oportunidade para a indústria e os serviços, mas é preciso que se cresça juntamente. “Precisamos desses investimentos para aumentar o tamanho do funil por onde passa essa maravilhosa produção que estamos entregando, a custo de uma queda de preços muito significativa, o que é uma lástima”, completou.
De Olho No Material Escolar lança Agroteca, site para consulta de informações sobre o agro
Na última semana, o movimento De Olho No Material Escolar lançou a Agrotecahttps://deolhonomaterialescolar.com.br/agroteca/, que é uma plataforma digital gratuita, com materiais de linguagem acessível, que podem ser utilizados pelas editoras que produzem os livros didáticos.
Por meio da Agroteca, estão disponíveis conteúdos com as devidas fontes, pois, como afirmou Leticia Jacintho, o grande problema dos materiais didáticos é a falta de embasamento científico. O objetivo é alcançar, além das editoras, pais e estudantes, que agora têm acesso a um conteúdo que condiz com a realidade da agropecuária brasileira, livre de opiniões sem base de pesquisas.
Demora para anúncio do Plano Safra freia investimento
Até este mês de junho o plano de Plano Safra não foi anunciado, sendo que o anúncio normalmente acontece em maio, como destacou Roberto Rodrigues. Segundo Antônio da Luz, essa demora freia os investimentos.
Como exemplo, ele usa o mercado de automóveis. Quando o Governo anuncio que entraria em vigor uma Medida Provisória reduzindo preços, o movimento do consumidor foi segurar as compras à espera do desconto.
Algo semelhante acontece com o Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA). Os produtores têm essa linha de crédito no Plano Safra, mas que ficou sem recursos nos últimos meses. Esperando pela possibilidade de tomar crédito pelo PCA, o agricultor aguarda por novos recursos e não faz investimentos.
A demora para anúncio do Plano Safra provoca o mesmo movimento de retração de novos investimentos, enquanto se aguarda os créditos do Plano Safra.
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