IAC 130 anos: Desenvolvido algodão resistente a mancha-angular e murcha de Fusarium com alta produtividade

Publicado em 11/07/2017 12:25 e atualizado em 13/07/2017 17:55
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Algodoeiros do IAC têm resistência múltipla à doenças e nematoides, seus cultivos podem reduzir a aplicação de fungicidas foliares nas lavouras. Cultivares têm condições ideias de plantio no Estado de São Paulo e possuem alta produtividade. O Instituto foi pioneiro no desenvolvimento de algodão com fibra naturalmente colorida.

Dando continuidade à série dos 130 Anos do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), o Notícias Agrícolas conversou, diretamente da Fazenda Santa Eliza, com os pesquisadores Edivaldo Cia e Júlio Isao Kondo, que trabalharam no desenvolvimento de duas cultivares de algodão, a IAC FC2 e a IAC RDN, lançadas em 2016 para o estado de São Paulo, fruto de um trabalho que já dura 15 anos.

Cia conta que a diferença entre elas é a qualidade da fibra produzida. A IAC FC2, que possui fibra naturalmente colorida, tem uma produtividade de 10% a menos do que a fibra branca normal, enquanto a IAC RDN se assemelha às variedades de fibra branca do restante do país, com uma produtividade que, dependendo do produtor, pode ser tanto de [email protected] por hectare quanto de [email protected] por hectare.

A variedade colorida produz 37% de fibra, enquanto a branca, de 40% a 42%. Contudo, os produtores que optarem pela colorida podem ter um ganho maior que 30% na conta final. Os materiais contam com resistência múltipla e não são transgênicos.

É preciso ter um mercado acertado antes de plantar a IAC FC2 para não obter prejuízos. Hoje, o maior mercado é em Campina Grande (PB), mas este plantio está sendo incentivado em São Paulo - na safra 2016/17, houve o plantio de 60 mil hectares.

Kondo destaca que a fibra do algodão colorido não precisa de tingimento, indo diretamente para a indústria e eliminando algumas etapas pelas quais o algodão branco precisa passar.

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Por: Jhonatas Simião e Izadora Pimenta
Fonte: Notícias Agrícolas

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