Nova geração de algodão BT, parceria da Corteva com a TMG, conta com 3 proteínas diferentes no controle das lagartas

Publicado em 20/08/2020 11:32 e atualizado em 20/08/2020 13:12 1458 exibições
Lucas Silveira - Líder de Portfólio de Algodão da Corteva Agriscience
Tecnologia vem se integrar e aprimorar o sistema de produção sustentável do algodão

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Entrevista com Lucas Silveira - Líder de Portfólio de Algodão da Corteva Agriscience sobre o Algodão Transgênico

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Corteva Agriscience e TMG levam inovação e proteção superior ao mercado de algodão com a tecnologia WideStrike®3

Indicada para o controle das principais lagartas que afetam a cultura, a biotecnologia está presente em duas cultivares de alto potencial produtivo e qualidade de fibra

A Corteva Agriscience e a Tropical Melhoramento & Genética (TMG) apresentam ao mercado de algodão a tecnologia WideStrike®3, que oferece proteção superior no controle das principais lagartas que atacam a cultura, causando grandes danos na produtividade e prejuízos econômicos ao setor. O algodão é uma das principais culturas para a agricultura brasileira, o País é o quinto maior produtor e segundo maior exportador mundial da fibra.

“Com esta parceria, a Corteva e a TMG unem suas expertises em tecnologia, inovação e genética para contribuir com o crescimento sustentável da cultura do algodão. Os avanços no controle de pragas e em cultivares mais produtivas têm sido decisivos para a conquista dos mercados nacional e internacional do algodão e WideStrike®3 vem ao encontro desta necessidade”, afirma Lucas Silveira, líder de Portfólio de Algodão da Corteva.

A biotecnologia WideStrike®3 contém as proteínas Cry1F, Cry1Ac e Vip3A das bactérias Bacillus thuringiensis, também conhecidas como Bt. As proteínas atuam em todos os tecidos da planta e por todo o ciclo da cultura, oferecendo maior poder de proteção e longevidade para o algodão e, consequentemente, maior produtividade e rentabilidade para os cotonicultores. A tecnologia, licenciada para a TMG no Brasil, está presente em variedades de alto potencial produtivo e excelente qualidade de fibra. O algodão da TMG ocupa mais de 1/3 da área plantada com a cultura no Brasil.

Francisco Soares, diretor-presidente da TMG, destaca que o foco da empresa sempre foi e se mantém sendo desenvolver cultivares que vão além da produtividade. “A parceria com a Corteva está relacionada ao nosso DNA de inovação, para nós é muito importante nos antecipar e atender o produtor com o melhor que a tecnologia oferece e, também, melhorar a competitividade de mercado para os nossos multiplicadores de sementes”. O executivo completa que os dois lançamentos da safra 2020/21, com a tecnologia WideStrike®3, dão robustez ao portfólio da TMG, que atende tanto as exigências do mercado nacional, como do mercado de exportação da pluma.

A cultivar TMG 50WS3 tem como pontos fortes a precocidade, o alto potencial produtivo, tolerância à ramulária e ótima qualidade de fibra. A TMG 91WS3 é uma cultivar de alto teto produtivo também, com destaque para sua ampla adaptabilidade, excelente arranque inicial e elevado peso de capulho. “Além de Mato Grosso e Bahia, as duas cultivares são indicadas para Goiás, Mato Grosso do Sul, Maranhão, Piauí, Minas Gerais e São Paulo”, pontua Soares.

A tecnologia WideStrike®3 atua no controle de uma grande variedade de lagartas importantes, entre elas a Lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda), Lagarta Helicoverpa (Helicoverpa armigera), Lagarta-das-maçãs (Heliothis virescens), Lagarta-preta (Spodoptera cosmioides), Lagarta-falsa-medideira (Chrysodeixis includens), Lagarta-das-vagens (Spodoptera eridania), Curuquerê-do-algodoeiro (Alabama argillacea) e a Lagarta-rosada-do-algodão (Pectinophora gossypiella).

Para garantir a longevidade da tecnologia e preservá-la como uma ferramenta útil de proteção da cultura do algodão nos próximos anos, as companhias possuem um plano de Manejo Integrado de Pragas (MIP) que engloba diversas ações, como controle de plantas daninhas e voluntárias, utilização do vazio sanitário, dessecação antecipada, uso de sementes certificadas, tratamento de sementes e refúgio. Estas ações em conjunto devem ser realizadas para uma produção cada vez mais sustentável.

Por:
Aleksander Horta
Fonte:
Notícias Agrícolas

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