Brasil se consolida como liderança global nas exportações de algodão
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O Brasil confirmou em 2025 sua posição como maior exportador mundial de algodão, superando os Estados Unidos, tradicional líder do setor. Segundo David Wajs, presidente da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), essa virada de chave não se deve apenas ao volume, mas a um salto qualitativo que colocou a fibra brasileira no mesmo patamar técnico dos produtos americanos e australianos, porém com maior competitividade de preço.
A logística, antigo gargalo do agronegócio, começa a apresentar novas soluções. Embora 90% da carga ainda seja escoada pelo Porto de Santos, portos alternativos como Salvador (BA), Itapoá e São Francisco do Sul (SC) já respondem por quase 10% dos embarques, reduzindo a dependência do terminal paulista.
No front comercial, o grande desafio não é apenas a disputa entre países, mas a concorrência com as fibras sintéticas (poliéster). O setor aposta na conscientização do consumidor sobre os "custos ocultos" das roupas sintéticas, como a liberação de microplásticos na lavagem, para valorizar a fibra natural. "Temos o maior market share nos principais importadores porque eles já se acostumaram com a qualidade e a sustentabilidade do nosso produto", afirma Wajs, destacando que o Brasil é hoje o maior fornecedor mundial de algodão certificado (Better Cotton e ABR).
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