Margens de frigoríficos chegam a 14% e ficam abaixo do mesmo período do ano passado. Aumenta risco de pressão nos preços da arroba

Publicado em 26/02/2016 12:18
Analista alerta para necessidade de maior participação do pecuarista no atual cenário de bons preços

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Margens de frigoríficos chegam a 14% e ficam abaixo do mesmo período do ano passado. Aumenta risco de pressão nos preços da arroba

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As constantes altas no preço da arroba têm estreitado as margens dos frigoríficos devido à dificuldade em repassar os ajustes ao preço da carne no varejo. De acordo com levantamento da Scot Consultoria, as indústrias iniciaram o ano com margens de 27% - 6 pontos percentuais acima de 2015 - caindo para 14% neste mês.

Esse resultado fica abaixo do observado no ano passado devido ao aumento da matéria prima, combustíveis, energia elétrica e mão de obra. "Temos que considerar que em 2015 quando isso aconteceu vimos iniciar aquele processo de quebradeira e uma forte pressão se estabelecer sobre a arroba do boi gordo, então precisamos chamar a atenção dos pecuaristas para o risco do mercado", pondera o consultor da Scot, Alex Santos Lopes.

A situação é ainda mais agravante para os frigoríficos que atendem exclusivamente o mercado interno, sem a possibilidade de aproveitar a competitividade que o dólar proporciona a carne brasileira neste momento.

"Em termos de demanda para a carne, não temos dúvida de que o cenário pode piorar no curto prazo e, associando isso ao resultado que temos para as indústrias hoje, há possibilidade de que haja mais pressão sobre eles", destaca Lopes.

Segundo ele esse contexto limita a possibilidade de alta para a arroba, mesmo que as projeções para o decorrer do ano indiquem que a oferta deverá ser ajustada.

Para fugir do risco do mercado "os pecuaristas devem ir negociando para fazendo média de lucro, mesmo porque ainda que a arroba subiu, os custos também acompanharam, então não é tão interessante assim manter os animais na fazenda", explica o consultor.

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Por:
Aleksander Horta e Larissa Albuquerque
Fonte:
Notícias Agrícolas

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