Oferta reduzida justifica movimento de correção nos preços da @ do boi. Mas alta fica limitada por margens ruins de frigoríficos

Publicado em 25/05/2016 12:31 e atualizado em 25/05/2016 14:32
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Buraco na oferta de animais deve continuar ao longo do mês de junho

A oferta de animais de pasto está cada vez mais escassa, trazendo consequências diretas nas cotações. O mercado iniciou a semana com viés de alta, e deve permanecer no curto curto.

Em São Paulo a arroba do boi gordo está cotada entre R$ 154,50 e R$ 153,50 a vista. Porém há registro de ofertas acima desses patamares.

Segundo o consultor da Scot Consultoria, Alex Santos Lopes, a diminuição na disponibilidade neste período é causada pela antecipação na entrega de animais esperada para maio, e o movimento de pecuaristas ainda conseguindo reter gado no pasto.

"Esse cenário de oferta deve se agravar à medida que avançamos para a entressafra propriamente dita e a consequência é o estreitamento da margem das indústrias", explica Lopes.

A margem de comercialização dos frigoríficos que desossam (Equivalente Scot Desossa) voltou a recuar e está em 13,1%, queda de 1,2 ponto percentual em relação aos últimos dias.

A oferta de confinamento só deve chegar a partir da segunda quinzena de junho, mas não são esperados volumes expressivos para o primeiro giro. "É exatamente por isso que acreditamos que em junho o mercado possa ter mais fôlego para alta", destaca o consultor.

Ao mesmo tempo em que o mercado entra em um período de entressafra com possibilidades altistas, os analistas alertam para dificuldade no escoamento da carne. No ano passado, quando as margens das indústrias atingiram 10% houve redução na capacidade de abate, interrompendo de operações, que trouxe pressão sobre a arroba.

"Desde fevereiro a margem está muito abaixo da média histórica, oscilando entre 15% a 14%, então é impossível descartamos esse movimento novamente", alerta Lopes.

Por: Aleksander Horta e Larissa Albuquerque
Fonte: Notícias Agrícolas

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