Lento escoamento de carnes, margens apertadas nos frigoríficos e falsa impressão de alongamento nas escalas deixam @ pressionada

Publicado em 01/07/2016 12:46 e atualizado em 01/07/2016 14:08
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Exportações de carne bovina não devem atingir as 100 mil toneladas em junho

O lento escoamento de carne tem restringido as valorizações no mercado do boi gordo. Nesta semana, as indústrias reduziram o volume de comprar, reajustando as programações de abate que atendem em média cinco dias úteis.

Segundo levantamento da Scot Consultoria em São Paulo, desde o início da semana, os preços caíram em média, 0,8%. "Por outro lado temos uma oferta restrita de animais terminados, levando o mercado há andar de lado", explica a zootecnista da Consultoria, Isabella Camargo.

Essa tentativa de recuo na matéria prima é motivada pela dificuldade no repasse aos preços da carne que vem encurtando as margens de comercialização. De acordo com Camargo, o resultado dos frigoríficos que fazem a desossa está em 12,1%, ao passo que a média histórica é de 20%. Já no caso das indústrias de carcaça a margem é ainda menor, de 2,4%, contra média de 15%.

Nem mesmo as exportações tem sido capaz de reverter à queda no consumo interno e, trazer alívio para as indústrias. Segundo dados Secretaria da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, até a quarta semana de junho o Brasil exportou 79,2 mil toneladas de carne bovina in natura, uma média diária de 4,4 mil toneladas.

O volume médio diário caiu 8,5% quando comparado com maio deste ano. Já em relação ao mesmo período do ano passado, os embarques aumentaram 2,0%.

No mercado atacadista de carne com osso, mesmo a entrada do mês, quando a população tem maior poder de compra, não trouxe expectativa de melhoras para o preço. O boi casado de animais castrados está cotado em R$8,56/kg.

Por: Aleksander Horta e Larissa Albuquerque
Fonte: Notícias Agrícolas

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