Estoque de carne enxuto deve colocar frigoríficos de volta à ponta compradora e estimular movimento de alta para arroba do boi

Publicado em 29/08/2016 12:28
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Preços da arroba em SP parecem ter atingido seu piso em R$149,00/@ e tendencia agora é de retomada da alta

Neste início de semana, o mercado do boi gordo segue em torno de R$150/@ em São Paulo, aguardando por uma melhor demanda com a aproximação do início do mês, um momento tradicionalmente conhecido como uma oportunidade de reação do consumo.

De acordo com Gustavo Figueiredo, consultor da AgriFato, os últimos 50 dias mostram um mercado muito pressionado, mas ele acredita que as condições climáticas determinaram um piso de preço do valor da arroba em todos os estados em função de uma oferta enxuta e de uma baixa demanda que é sentida pelos frigoríficos, que optaram por abater menos animais.

Nos últimos dias, no entanto, a retomada de preço foi considerável para a carne, aponta o consultor. A margem dos frigoríficos foram retomadas de forma significativa. Na última sexta-feira, ocorreu o que ele chamou de “Dia D”, onde foi observada maior procura por parte do frigorífico buscando por animais.

Em outros estados, como Rondônia, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais, o mercado se encontra menos pressionado, com uma tendência altista e preços acima da referência. Nesses estados, também ocorreram enxugamento dos estoques de carne, mas houve ainda uma pressão maior na oferta, o que gerou essa tendência.

Em São Paulo, ainda não se identifica uma pressão “altista e explosiva”, como define o consultor, dependendo ainda de demanda e do número de exportações, que atualmente se encontram em torno de 4 toneladas/dia, número considerado baixo. Mas a tendência é que os frigoríficos repassem os preços para a arroba para não ficarem sem abate.

As carnes de frango e de suíno tiveram pressão altista, o que faz com que a demanda pela carne bovina, principalmente os cortes dianteiros, aumente nas gôndolas.
É preciso, no entanto, ter cautela com a alta nos preços, como lembra o consultor. “Vai ter uma melhora sim da arroba, principalmente por conta da falta de oferta, mas não sei até onde o frigorífico vai estar disponível a pagar pela arroba para preencher essas escalas”. O conselho para o momento é de que não sejam realizadas vendas abaixo do valor de referência.

Por Aleksander Horta e Izadora Pimenta
Fonte Notícias Agrícolas

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