Virada de mês e fim de animais de confinamento trazem expectativas de melhora para os preços da arroba do boi

Publicado em 17/11/2016 11:25 e atualizado em 17/11/2016 13:57
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Apesar de uma melhora pontual nos negócios com o bezerro, preços se mantém estáveis e tendência para 2017 é de pressão negativa sobre as cotações
Confira a entrevista de Gustavo Figueiredo - Consultor da Agrifatto

Os negócios com a arroba do boi gordo em São Paulo continuam travados. Mas, as projeções para as próximas semanas devem animar pecuaristas.

A tendência de redução na oferta de animais confinados pode beneficiar os preços, especialmente, na última semana de novembro. De acordo com o consultor da Agrifatto, Gustavo Figueiredo, a perspectiva é de restrição no volume de animais terminados na virada do mês.

Além disso, com as chuvas beneficiando pastagens em diversas regiões do país, o pecuarista tem mais uma ferramenta que pode auxiliar a composição de preços em dezembro, permitindo a venda compassada dos animais.

Vale ressaltar, ainda, que a primeira quinzena de cada mês é tradicionalmente marcada pelo abastecimento do atacado e varejo, aumentando a necessidade de compra das indústrias frigoríficas.

"Os frigoríficos, hoje, estão totalmente equilibrados com o consumo existe, por isso, qualquer aumento seja de demanda interna ou externa, gera um incrementos e a possibilidade de pagar mais pela arroba", explica Figueiredo.

Contudo, o consultor alerta que os produtores "não devem esperar uma explosão de preço, uma vez que as exportações e demanda interna, de modo geral, não contribui para esse cenário". Mas, destaca que a possibilidade de combinação de melhor desempenho das exportações [com a alta do câmbio] e, redução na oferta, podem gerar incrementos de R$ 2 a R$ 3 reais na arroba no último mês do ano.

Em uma escalada desde a semana passada, o dólar sair do patamar de R$ 3,15 para R$ 3,41, após o efeito Trump e expectativa de alta de juros nos Estados Unidos. Assim, caso se estabeleça nesses níveis, o real desvalorizado, pode retomar a competitividade de carne brasileira no mercado mundial.

Por: Aleksander Horta e Larissa Albuquerque
Fonte: Notícias Agrícolas

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