Além da oferta restrita de animais, frigoríficos agora têm que administrar uma melhora nas demandas interna e externa por carnes

Publicado em 11/09/2017 13:46 e atualizado em 11/09/2017 14:44
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Depois de encerrar agosto com mais de 120 mil toneladas de carne exportadas, início de mês no mercado interno também registra bom consumo
Confira a entrevista com Douglas Coelho - Radar Investimentos - São Paulo-SP

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Douglas Coelho, da Radar Investimentos, destaca que o mercado do boi gordo começa a semana calmo, mas com preços firmes. Grande parte dos frigoríficos de menor porte ofertam preços de R$145/@ a vista em São Paulo, livre para o produtor.

As escalas estão na média de 3,2 a 3,3 dias úteis. A entressafra estão com uma oferta escassa em decorrência de uma ausência no primeiro giro e exportações firmes, com cerca de 123 mil toneladas exportadas em agosto, o nível mais alto dos últimos 10 anos.

A demanda interna também tem uma situação diferenciada. Desde o último dia 5 de setembro, os agentes relatam firmeza da carne e vendas satisfatórias. A carne no atacado com osso está por volta de R$9,82/kg em São Paulo.

Coelho acredita que, com o incentivo do mercado futuro, a oferta pode melhorar mais próxima do segundo giro. É um cenário de demanda também diferente do primeiro semestre, com as exportações em alta e frigoríficos grandes, como Minerva e Marfrig, reabrindo plantas. A prisão de Joesley Batista, por sua vez, não influencia nas atividades da JBS, que mantém ações positivas na bolsa.

Ele recomenda que os produtores trabalhem de forma segura e, se possível, trabalhem com o mecanismo de seguro de opções, travando um preço e pagando um prêmio por ele, garantindo o direito de ficar assegurado neste valor mesmo se a arroba entrar em queda.

Por: Aleksander Horta e Izadora Pimenta
Fonte: Notícias Agrícolas

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