Frigoríficos mais ativos nas compras sinalizam maior confiança na demanda por carnes e podem estimular movimento de alta da @

A proximidade das festas de final de ano e o recebimento da segunda parcela do décimo terceiro pelos trabalhadores animam os produtores de gado para o aumento da demanda de carne no mercado interno brasileiro.
“Estamos acompanhando os indicadores subindo, a confiança do consumidor, a expectativa do comércio e a oferta do boi provindo de confinamento diminuindo. Isso tudo somado ao aquecimento do mercado com a chegada das festas de fim de ano e as parcelas do décimo terceiro chegando estamos na expectativa de maior consumo, que já aumentou 4%, e pode refletir no preços para as próximas semanas. Se não alta de preços, pelo menos sustentáveis”, diz Felippe Reis, analista da Scot Consultoria.
Esse otimismo com relação ao que vai acontecer nos próximos 15 dias no mercado da carne chega após um mês de novembro muito próximo da estabilidade, com ganhos menores do que 1%. “Se fizermos uma média das 32 praças pesquisadas pela Scot Consultoria ao longo de novembro observamos uma valorização de 0,8%. Uma valorização tímida, mas que mostra que os preços estão sustentados. Apesar da demanda da primeira quinzena não ter melhorado como o esperado, foi o suficiente para que não houvesse queda na média das 32 praças. Hoje temos São Paulo com R$ 148,00 a vista e o oeste da Bahia com alta e 2,4% em uma semana que foi a maior registrada”, conta Reis.
Se o mercado interno teve um mês de estabilidade e projeção de aceleração para dezembro, as exportações de carnes brasileiras saltaram durante novembro conforme avaliação do analista. “As exportações de carne bovina in natura, com dados parciais até o momento de novembro, registrou alta de 16,4% frente a média de outubro e de quase 25% frente a novembro de 2017. Atualmente, as exportações absorvem 23% da produção, que apesar de ser uma parcela menor, ajuda na composição do mercado interno, principalmente em um período tão conturbado quanto os últimos anos”.
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