Pecuária sustentável do Grupo Morena gera ganhos porteira adentro à espera do mercado pagar de fato pela rastreabilidade

Publicado em 22/01/2019 11:08 e atualizado em 22/01/2019 16:28
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Em Tangará da Serra, empresa utiliza pastos fixos de 900 ha com floresta e cerca de 800 com lavoura (pós soja), em piquetes pequenos para até 7 bois por ha. Na recria e engorda, hoje prefere comprar animais magros, apesar da alta da reposição, e girar mais rápido com menores custos de alimentos da fazenda e adquiridos na região (torta de algodão, p.ex.). Filosofia de sustentabilidade e bem estar animal customiza a eficiência produtiva.
Romeu Ciochetta e Vanessa Chiamulera - Proprietário Grupo Morena e Gestora de Projetos

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Entrevista com Romeu Ciochetta e Vanessa Chiamulera sobre a Gestão na pecuária intensiva

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No município de Tangará da Serra/MT, o grupo Morena está alcançando bons ganhos de produtividade na propriedade, mas esperam que a rentabilidade dos pecuaristas melhorem após a rastreabilidade. Atualmente, a empresa conta com 900 hectares de pastos fixos e 800 hectares destinados a cultura da soja.

De acordo com o proprietário do Grupo Morena, Romeu Ciochetta, a empresa está atuando no setor da pecuária apenas há quatro anos, na qual o grupo utiliza o método de recria e engorda. “O principal motivo de investir na pecuária é em poder diversificar as negociações. Além disso, a pecuária tem um modelo de comercialização que se encaixa com a nossa empresa devido as áreas marginais”, comenta.

Para fazer frente aos baixos preços da arroba do boi gordo, a empresa tem como aliado os produtos mais acessíveis. “Mesmo com o modelo de integração, a nossa margem está muito apertada por conta da diminuição do consumo interno e dessa crise econômica que está demorando em passar”, afirma.

Segundo a gestora de projetos do grupo, Vanessa Chiamulera, para a propriedade trabalhar de forma sustentável na criação do gado é preciso treinar os colaboradores. “A gente precisa fazer com que os funcionários comprem essa ideia, pois se as pessoas que trabalham na empresa não comprarem essa prática nada vai funcionar”, ressalta.

A gestora salienta que cada pecuarista tem que buscar o modelo que mais se encaixa na propriedade. “Tudo tem muitas vertentes, então é preciso avaliar em que modelo se enquadra melhor”, destaca Chiamulera.

No primeiro ano de comercialização, a propriedade conseguiu fechar negócios ao redor de R$ 152,00/@ e no auge da crise conseguiram vender animais próximos de R$ 126,00/@. “Atualmente, a nossa faixa está próxima de R$ 138,00/@ e eu acredito que após passar esses anos difíceis vamos começar um ciclo um pouco melhor”, relata Chiochetta.  

Por Giovanni Lorenzon
Fonte Notícias Agrícolas

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