Alta do boi pode perder fôlego e se estabilizar até fim de abril, mas desova de safra não será concentrada em maio

Publicado em 08/04/2019 12:24 e atualizado em 08/04/2019 15:32
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Boi a vista, em SP, a R$ 157,00, com mais 0,6% sobre a sexta. Apesar da semana abrindo com chuvas em várias regiões, a tendência é de menor precipitação especialmente na 2ª quinzena.
Felippe Reis - Analista da Scot Consultoria

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Entrevista com Felippe Reis - Analista da Scot Consultoria sobre o Mercado do Boi Gordo

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A expectativa para o mercado do boi gordo é que em Abril a arroba pode perder fôlego e se estabilizar, mas a desova de safra não ficará concentrada para o próximo mês. Com relação às condições climáticas, as precipitações no estado do Pará estão prejudicando o escoamento da safra.

De acordo com o Analista da Scot Consultoria, Felippe Reis, a semana começa com o preço da arroba em alta em seis cidades do estado de São Paulo devido à oferta restrita. “Isso mostra um cenário das últimas semanas que é de firmeza pela a oferta limitada de boiadas fazendo com as indústrias saiam às compras com preços maiores, principalmente neste período que tem um aumento no escoamento de carne”, afirma.

Atualmente, as referências para o boi gordo em São Paulo estão ao redor de R$ 157,00/@, a vista e livre de impostos. “Nós registramos negócios acima desses patamares e é uma alta de 0,6% sobre o último fechamento de sexta-feira da semana anterior. Nos últimos trinta dias, o preço da arroba no estado subiu 3%. Isso mostra que o mercado está firme”, comenta.

Os meses de março e maio têm um descarte mais acentuado de fêmeas que falharam na reprodução no ano. “O descarte de fêmeas colabora para uma pressão maior nas cotações. Porém, comparando este mês com os anos anteriores a gente espera que tenha uma queda no volume de vacas sendo destinadas para o gancho”, destaca.

A perspectiva é que neste ano, a desova de final de safra não fique concentrada como nos anos anteriores. “Nós devemos ter uma desova de boiadas ocorrendo de uma maneira menos concentrada e possivelmente não vamos ter aquela oferta abundante como a gente observa naturalmente”, ressalta.

Por: Giovanni Lorenzon e Andressa Simão
Fonte: Notícias Agrícolas

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