Mercado do boi retoma patamares de preços anteriores à episódio da vaca louca. São Paulo já tem negócios de R$157,00/@

Publicado em 19/06/2019 13:51 e atualizado em 19/06/2019 17:33
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Alta nos preços da arroba só vai se consolidar se não houver pressão de oferta dos animais represados durante suspensão das exportações para a China
Caio Junqueira - Analista de Mercado da Cross Investimentos

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Mercado do Boi Gordo - Caio Junqueira - Analista de Mercado da Cross Investimentos

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Depois de duas semanas de poucas negociações no mercado do boi gordo, a expectativa é que os animais que não foram escalados para abate comecem a entrar no mercado devido ao início das chuvas e ao primeiro giro do confinamento.

De acordo com Analista de Mercado da Cross Investimentos, Caio Junqueira, a paralisação as exportações de carne bovina para a China deixou as negociações mercado paradas por mais de uma semana. “Nós tivemos um número realmente reduzido de negócios realizados ao longo da semana por conta do receio das indústrias de ficaram com excesso de mercadoria e os pecuaristas não aceitaram a recuada nos preços”, afirma.

Após a retomada das exportações, a consultoria está observando referências ao redor de R$ 155,00/@ e com alguns negócios pontuais próximos de R$ 157,00/@. “As indústrias não retomaram de forma imediata com valores anteriores ao da crise, mas que para compor as escalas tiveram que aumentar os preços. O fato é que nesta volta das exportações não tiveram negócios e observamos o fluxo de comercialização significativo a partir desta semana”, comenta.

O analista ainda salienta que o fluxo de negócios foi acima do normal nos três dias úteis dessa semana e os pecuaristas devem ficar atento ao mercado nos próximos dias. “Esse animal que não morreu nas duas últimas semanas, provavelmente, vai morrer nos próximos dias e temo gado que está ficando pronto. Com isso, podemos nos deparar com a indústria com escalas de dez dias”, destaca.

Esses movimentos agressivos que acontecem no mercado físico se refletem rapidamente na bolsa de valores. “Para os pecuaristas que usam essa ferramenta podem usar isso como uma forma de mitigar os riscos futuros que pode vir a ter. Além disso, a semana foi marcada por fixação no mercado futuro como no mercado físico”, pontua.

Com relação ao primeiro giro do confinamento, a tendência é que aumente o número de bois no confinamento com as exportações de carne bovina ganhando cada vez mais ritmo. “A potência asiática representa mais da metade do volume exportado do Brasil e podemos nos tornar uma ‘mono exportadora’ igual aconteceu na crise de 29 nos Estados Unidos, mas que isso sirva de lição para a indústria para não deixar os ovos em uma única cesta”, diz.

Por: Aleksander Horta e Andressa Simão
Fonte: Notícias Agrícolas

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