Carne no atacado registra alta ao longo da semana em movimento atípico para segunda quinzena do mês. Boi também sobe

Publicado em 20/09/2019 14:26 e atualizado em 20/09/2019 17:18
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Exportações estão menores que no mesmo período do mês passado , mas preços pagos pela tonelada compensam recuo nos volumes
Douglas Coelho - Sócio da Radar Investimentos

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Entrevista com Douglas Coelho - Sócio da Radar Investimentos sobre o Mercado do Boi Gordo

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Os preços da carne no atacado estão registrando valorizações nesta segunda quinzena do mês no estado de São Paulo, na qual esse cenário é em decorrência dos estoques no mercado interno mais enxuto. As indústrias frigoríficas estão disputando animais destinados à exportação e pode resultar em valorizações para a arroba no mercado físico nos próximos dias.                 

O sócio da Radar Investimentos, Douglas Coelho, destaca que o mercado começou a semana animado e está terminando muito otimista. “O destaque do mercado tem sido a carne no atacado, na qual observamos uma tendência de valorizações em meados do mês. Esse cenário é reflexo do estoque que estão baixos”, comenta.

No início desta semana, o preço da carcaça casada estava precificado ao redor de R$ 10,36/Kg e temos hoje uma referência de R$ 10,42/kg para a carcaça negociada em São Paulo. “É importante destacar que algumas instituições têm preços ao redor de R$ 10,82/Kg como é o caso do Cepea, tendo em vista que preço colabora para altas nas cotações”, ressalta.

Esse incremento nos preços da carne no atacado está se refletindo em valorizações para a arroba do boi gordo. “Nós observamos tentativas de compras mais firmes e a indústria tem condições de ofertarem preços maiores para o boi gordo. Para essa alta da carne ser refletida integralmente na arroba precisa que um espaço para que os indicadores do mercado físico tenham que responderem à medida que os frigoríficos tenham que sair as compras”, afirma.

Com relação às condições climáticas, Coelho salientou que o período de entressafra está começando a ficar mais critica no Centro-Sul. Já nos estados mais ao norte, o clima mais seco está em uma situação mais crítica.  

Depois da habilitação dos frigoríficos a exportar para a China, os frigoríficos vão demandar por mais ofertas de animais e a tendência é que a disputa por matérias-prima fique mais acirrada. “O exportador está em bom momento e deve aproveitar essa janela de oportunidade nem que tenha que pagar preços ligeiramente mais altos como estamos observando agora”, aponta.

Atualmente, as referências para o boi gordo estão ao redor de R$ 160,00/@ a vista em São Paulo. “Na terça-feira, a cotação estava ao redor de R$ 158,00/@ e já vemos alguma coisa mais freqüente nestes patamares atuais”, conclui.

Por: Aleksander Horta e Andressa Simão
Fonte: Notícias Agrícolas

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