Boi: Negócios com @ seguem descolados entre mercado futuro, que despenca e mercado físico, que segue firme
Podcast
Entrevista com Cesar de Castro Alves - Consultor de Agronegócio do Itaú BBA sobre o Mercado do Boi Gordo
Download
O avanço do coronavírus na América e as incertezas de mercado estão impactando as negociações no mercado futuro do boi gordo que já operam abaixo dos R$ 180,00/@. Em contrapartida, o mercado físico segue com valores sustentados ao redor de R$ 200,00/@ no estado de São Paulo.
Segundo o consultor em Agronegócio do Itaú BBA, Cesar de Castro Alves, os mercados estão muito sensíveis as informações sobre a disseminação do coronavírus. “Pela a amplitude de governo e do banco central, o avanço da doença é muito sério e isso está afetando a demanda por commodities agrícolas e o boi gordo não consegue final imune a tudo isso”, afirma.
Apesar de ter um consumo sólido no mercado interno e notícias de que a China está se estabelecendo em termos logísticos, ainda tem uma incerteza se o crescimento mundial em outros países não vai prejudicar a demanda por alimentos. “É isso que os mercados futuros, principalmente o boi, estão precificando. Eu imagino que podemos ter dias difíceis pela a frente”, relata.
Por outro lado, as referências no mercado físico seguem sustentadas acima dos R$ 200,00/@. “Esse descolamento entre o mercado físico e o futuro ainda vai continuar diante das incertezas do mercado. Me preocupa muito como vai ser em curto prazo e como vamos lidar com essa situação, é razoável imaginar que os frigoríficos vão diminuir o ritmo de atividade”, destaca.
O consultor reforça que os pecuaristas que contam com animais terminados é melhor esperar para ver como as coisas vão acontecer. “Não pode se apavorar é o momento de segurar o animal e evitar as compras já que os preços dos bezerros estão elevados. É difícil imaginar qual será o preço no nosso pico de safra”, finaliza.
0 comentário
Pecuaristas que não usaram nenhuma estratégia de proteção de preços e precisam entregar os animais agora, estão perdendo no mínimo R$400 por cabeça
Oferta de animais dá sinais de arrefecimento, mas redução da demanda pela carne brasileira continua como fator de pressão da arroba
Centro-Oeste melhora estratégias na dieta e reduz em 10% custo da arroba produzida em Confinamento
Pressão sobre as cotações da arroba diminuiu mas ainda é cedo para falar em fim do movimento de baixa
Programa da Alta identifica, com precisão, touros que apresentam as melhores taxas de concepção em condições reais de manejo.
Regulação na oferta de animais só deve acontecer a partir de outubro, enquanto isso, arroba do boi vai seguir pressionada pela menor demanda da China