Ágio pago pelo boi china pode acabar se queda do dólar reduzir a competitividade da carne brasileira, diz consultor
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Entrevista com Caio Toledo Godoy - Consultor em Gerenciamento de Riscos da StoneX sobre o Mercado do Boi Gordo
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Em entrevista ao Notícias Agrícolas, o Consultor em Gerenciamento de Riscos da StoneX, Caio Toledo Godoy, um animal comum no estado de São Paulo está próximo de R$ 220,00/@, mas com premiação chega a R$ 225,00/@. “O spread entre o boi China e o animal comum está mais curto do que nos últimos meses, na qual já chegou a ter uma diferença de até R$ 15,00/@”, comenta.
Os compradores chineses estão tentando negociar uma carne bovina mais barata, por isso o ágio do boi china frente ao boi destinado ao mercado interno pode reduzir ainda mais. “A redução dos preços não está sendo praticado ainda, mas é preciso monitorar os próximos dias”, afirma.
A unidade da BRF S.A. de Dourados (MS/SIF 18) teve suspensa a exportação para a China, de acordo com comunicado do Departamento de Alfândegas da China (GAAC, na sigla em inglês). “Na semana passada foram duas solicitadas, hoje, foi uma indústria suspensa. É preciso sempre monitorar para ver como vai ser as próximas medidas tomadas pela a China”, apontou.
A demanda chinesa vai seguir aquecida, mas por uma questão sanitária os compradores podem reduzir o volume exportado para evitar novas contaminações de coronavírus. “A redução nas exportações não vai drástica, porém pode impactar no valor ofertado pela a arroba de forma regional”, destacou o analista.
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