Cepea destaca os fatores que podem limitar nova escalada de preços da arroba do boi no segundo semestre

Publicado em 12/08/2020 12:38 e atualizado em 12/08/2020 18:00 2701 exibições
Thiago Bernardino de Carvalho - Pesquisador do Cepea
Redução nos preços internacionais da carne, aumento da oferta de animais no último trimestre e demanda interna afetada pela economia pós covid-19 são fatores que precisam ser monitorados

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Entrevista com Thiago Bernardino de Carvalho - Pesquisador do Cepea sobre o Mercado do Boi Gordo

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Em entrevista ao Notícias Agrícolas, o Pesquisador do Cepea, Thiago Bernardino de Carvalho, explicou que os preços da arroba atingiram a maior média em termos reais se comparado com toda a série histórica do instituto nos primeiros dez dias de agosto. “Nós atingimos o valor de R$ 227,06/@, que foi a maior média desde 1994. Isso é reflexo da demanda chinesa que segue com compras aquecidas”, informou.

Diante do déficit de proteína animal da potência asiática, os compradores chineses devem aumentar o volume de importado de carne bovina nos próximos meses. “A China aumentou o volume importado, mas também reduziu os valores pagos pelo o produto brasileiro. Apesar o nosso câmbio estar desvalorizado, os valores da arroba estão elevados para o consumidor brasileiro e para o mercado internacional”, destacou.

Para o segundo semestre, a expectativa é que os preços do boi gordo continuem firmes com a baixa disponibilidade de animais e demanda externa aquecida. “Eu acredito que podemos ter valorizações de preços, mas não uma escalada e vai depender muito do apetite chinês”, ressaltou.

No entanto, o setor tem que ficar atento ao comportamento do mercado interno que segue retraída diante da pandemia. “Nós vamos ter mais animais confinados e uma demanda interna um pouco mais enfraquecida por queda de emprego e renda. É esse fator que precisamos acompanhar para saber se a cotação vai subir mais ou não”, apontou.

Por:
Aleksander Horta e Andressa Simão
Fonte:
Notícias Agrícolas

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