Semana começa com pressão negativa sobre a arroba do boi em SP, mas recuo não deve se consolidar
Podcast
Entrevista com Ricardo Viacava - Diretor da CV Nelore Mocho sobre o Mercado do Boi Gordo
![]()
As indústrias frigoríficas no estado de São Paulo iniciaram a semana testando novos preços para arroba já que as escalas de abate seguem em patamares confortáveis. De acordo com o Diretor da CV Nelore Mocho, Ricardo Viacava, o mercado do boi passa por um período de queda de braço entre os pecuaristas e frigoríficos, principalmente nos estados de São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul.
“Com a ocorrência das geadas nas últimas semanas, as indústrias frigoríficas aproveitaram para pressionar os valores da arroba. Na semana passada, eu vendi animal ao redor de R$ 320,00/@ e nesta semana já tem oferta de R$ 315,00/@. Eu acredito que esse cenário não vai durar muito tempo já que a oferta de animais segue restrita”, comentou.
O pecuarista acredita que é uma pressão momentânea nos valores da arroba, pois com as geadas os produtores aproveitaram para desovar os animais da propriedade. “Pode ter aparecido um pouco mais de oferta de animais no mercado, já que muitos pecuaristas ficam receosos de faltar comida nos próximos meses”, informou.
Com relação ao mercado de reposição, Viacava destacou que os preços apresentaram leves recuos na semana anterior. “Os fatores climáticos acabaram impactando os negócios da reposição no estado de São Paulo, mas em outras localidades já começaram a apresentar valorizações, como é o caso do Pará”, disse em entrevista ao Notícias Agrícolas.
0 comentário
Em Nota , entidades pecuárias se posicionam contra proibição do uso de antimicrobianos para atender UE
Não tem boi pronto para abate e pressão sobre arroba está próxima do fim, afirma analista
USDA reduz vendas de carne bovina para exportação em 90% em meio a dúvidas crescentes sobre os dados
Boa compra da reposição e maior eficiência das operações no campo mudam custo do confinamento
Cenário de menor oferta de animais vem se desenhando e preços da arroba estão próximos de um piso
Pecuaristas que não usaram nenhuma estratégia de proteção de preços e precisam entregar os animais agora, estão perdendo no mínimo R$400 por cabeça