Margens das indústrias exportadoras recuam com queda no preço internacional da carne e situação pode piorar com valorização do real
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Margens das indústrias exportadoras recuam com queda no preço internacional da carne e situação pode piorar com valorização do real
Com a queda nos preços internacionais da carne bovina, as margens das indústrias frigoríficas estão mais apertadas e esse cenário pode se intensificar com a valorização da moeda brasileira. Por outro lado, o maior comprador do produto brasileira passa está registrando uma desvalorização da moeda chinesa, em que os negociadores chineses passaram a renegociar os contratos e reduzir os valores em dólar.
De acordo com o Analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o pico do preço pago pela China foi de US$ 7 mil toneladas, e hoje, os importadores estão se propondo a pagar em torno de US$ 4,5 mil toneladas. “A China tem um grande peso sobre o setor e quando toma esse tipo de iniciativa acaba influenciando os demais importadores da carne brasileira”, comentou ao Notícias Agrícolas.
As negociações no mercado do boi gordo estão caminhando em passos lentos em que as indústrias estão pedindo preços cada vez menores para arroba. “Tanto que as escalas de abate acabaram apertando, mas isso não necessariamente implica em uma recuperação dos preços da arroba no curto prazo”, relatou.
Para o analista, a sustentação dos preços da arroba podem acontecer a partir da melhora no consumo interno pela carne bovina e com a redução da oferta de animais. “Estamos vendo que os pastos estão ficando com qualidade e isso ajuda o pecuarista a reter os animais e buscar preços melhores”, afirmou.
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