Arroba do boi se firma em alta e reajustes de R$5/@ são registrados em diferentes praças

Arroba do boi se firma em alta e reajustes de R$5/@ são registrados em diferentes praças'
Publicado em 24/09/2026 12:16 | Atualizado em 24/09/2026 13:54
Raul Bertho
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Arroba do boi se firma em alta e reajustes de R$5/@ são registrados em diferentes praças

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O mercado físico do boi gordo segue demonstrando firmeza e trajetória positiva neste fim de setembro, impulsionado pela oferta restrita de fêmeas para abate e pela recuperação das cotações em importantes praças pecuárias do país. Em São Paulo, o indicador da arroba se aproxima da consolidação no patamar de R$ 360,00, movimento acompanhado por valorizações no mercado futuro da B3 e pelo avanço nos custos de reposição.

Arroba firme em São Paulo e diferencial de base reduzido

A praça paulista vem registrando sucessivas valorizações, com negócios fechando acima dos R$ 357,00 e frigoríficos trabalhando entre R$ 350,00 e R$ 360,00 por arroba. Segundo Raul Berto, head de pecuária da Agrifatto, essa sustentação reflete a conjuntura de oferta mais enxuta e alinhamento com os contratos futuros, que já apontam valores superiores a R$ 361,00 para setembro e patamares mais altos para o último trimestre do ano.

Paralelamente, as praças do interior apresentaram um comportamento atípico, marcado por um forte encurtamento do diferencial de base em relação a São Paulo. Estados como Tocantins, Goiás e Pará viram essa diferença recuar para menos de R$ 7,00 a R$ 8,00 por arroba, reflexo de uma retração acentuada na disponibilidade de gado nesses polos pecuários.

Menor oferta de fêmeas sustenta valorização das matrizes

A desaceleração nos abates de fêmeas tem sido um dos principais motores de sustentação do mercado. Dados do Serviço de Inspeção Federal (SIF) indicam quedas expressivas na quantidade de matrizes abatidas — com recuo de 10% de um mês para o outro e de 30% na comparação anual no fechamento de agosto. Levantamentos do IBGE para o segundo trimestre também confirmaram retração anual de 1,8% no abate de fêmeas.

Esse cenário tem provocado uma reação de preços nas vacas e novilhas proporcionalmente maior à dos machos. Em São Paulo, negócios para a vaca gorda já atingem R$ 340,00 por arroba, enquanto em Tocantins e Goiás há registros de vendas entre R$ 330,00 e R$ 335,00 por arroba.

Reposição pressionada e mercado futuro como ferramenta de gestão

No segmento de reposição, o bezerro também vive momento de valorização acentuada. No Mato Grosso do Sul, o indicador Cepea atingiu a faixa de R$ 16,50 por quilo, com expectativas de que as cotações possam buscar patamares ainda mais elevados para o próximo ano. Essa dinâmica tem mantido o ágio da desmama acima de 40% em relação ao boi gordo, desafiando a margem do invernista e exigindo cautela nas contas.

Diante das incertezas quanto ao volume de animais confinados que ainda chegarão ao mercado e à velocidade de retomada das compras chinesas, o mercado futuro da B3 desponta como instrumento estratégico para proteção de preços. Contratos para outubro e novembro oscilam entre R$ 380,00 e quase R$ 390,00 por arroba, permitindo a estruturação de travas e operações de hedge tanto para perfis conservadores quanto agressivos, assegurando a rentabilidade da porteira para dentro.

* Com auxílio de IA

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