Soja perde forte em Chicago nesta 2ª feira em horizonte sem novidades, com foco na safra dos EUA
![]()
Os futuros da soja perdem mais de 2% na manhã desta segunda-feira (29) na Bolsa de Chicago, dando sequência às perdas da última sessão. Perto de 9h50 (horário de Brasília), os futuros da oleaginosa perdiam entre 20,25 e 30,75 pontos, com o agosto valendo US$ 10,46 e o novembro, US$ 10,27 por bushel. Os preços do farelo e do óleo na CBOT também recuam neste início de semana. E como explicou Eduardo Vanin, analista da Agrinvest Commodities, "o que não está acontecendo" é o fator de pressão principal para as cotações neste momento.
"O clima americano segue bem razoável. Há uma onda de calor, mas no Meio-Oeste não vai esquentar muito. O clima está bem dividido, das Planícies até o Canadá, mais quente e seco, e o Meio-Oeste, vai ficar mais fresco e tem chuvas. Enfim, a produção vai ser grande, vamos entrando em agosto sem nada de muito diferente e o que não acontece são as vendas. Ou seja, nada mudou e os EUA continuam com bastante dificuldade, já que não está descontando os basis nos portos americanos para tentar atrair demanda, tirar espaço do Brasil, e a coisa não anda", detalha.
Na análise de Vanin, o mercado está, de fato, buscando seu fundo do poço, porém, ainda busca saber qual será o tamanho real do programa norte-americano de exportação, com os preços podendo testar preços ainda mais baixos do que os observados agora. Para 2025, segundo ele, "o produtor precisa estrar protegido, especialmente com Chicago, que é a perna fraca, comprando puts. Mas, para 2026, ainda mais, porque o Brasil vindo com uma grande safra, teremos um programa de exportação enorme, deixando um espaço muito pequenos para os EUA".
SOBRE OS PRÊMIOS
Para uma continuidade das altas dos prêmios no mercado brasileiro, explica o analista, será preciso monitorar as margens de esmagamento na China, bem como sobre o comportamento dos preços do farelo na nação asiática. "O farelo na China está baixo e quando subiu Chicago e subiram os prêmios na semana passada, a margem na China 'azedou' de setembro a novembro e também para a safra nova. O mercadou ficou bem vazio. Então, estamos na dependência da margem do chinês e de sua estratégia de compra".
Neste início de semana já é possível registrar uma certa melhora nesta margem, o que poderia trazê-los de volta às vendas, promovendo uma sustentação dos prêmios.
0 comentário
EUA e Irã desalinhados novamente, anúncio do Plano Safra sem Lula e soja caindo em Chicago
Soja do Brasil segue mais competitiva do que os EUA, porém, margens do comprador chinês estão mais apertadas agora
Mundo busca a difícil volta à normalidade das cadeias globais em meio a conflitos, negociações e ainda resquícios da pandemia
Commodities agrícolas recuando, cadeias globais se reorganizando e agricultura tropical em evidência
Terremotos na Venezuela, menor importação de ureia pelo Brasil e prêmios da soja no BR em destaque
Prêmios da soja no Brasil têm sido o fiel da balança na formação dos preços no mercado interno