Café: Colheita no Espírito Santo se aproxima da metade com boas expectativas de produtividade

Publicado em 31/05/2017 15:27
Edmilson Calegari - Gerente comercial da Cooabriel
Estado enfrentou anos seguidos de quebra na produção por conta das condições climáticas. Neste ano, no entanto, a previsão é de leve recuperação na safra, em torno de 5 a 5,5 milhões de sacas de 60 kg. A remuneração aos produtores é uma preocupação no momento já que os custos chegam a R$ 350 a saca.

A colheita do café conilon no estado do Espírito Santo, que é o maior produtor da variedade no Brasil, começa a ser realizada, com boas expectativas em torno da produtividade.

De acordo com Edmilson Calegari, gerente de comercialização da Cooabriel, até o momento, há cerca de 30% a 40% de área colhida. As primeiras amostras que já chegam, a princípio, apresentam uma melhor qualidade em relação ao ano passado.

No período de formação dos grãos houveram chuvas regulares. Além disso, a qualidade melhorou por conta de uma formação perfeita do grão, resultado de uma espera por um tempo maior de maturação.

Em 2016, até 10 sacas de café cereja foram utilizadas para um beneficiado. Esse ano, foram 4 sacas de café cereja para um beneficiado.

A colheita havia começado no início de maio, mas a maturação atrasou um pouco. Por isso, muita gente tinha parado de colher. Assim, as chuvas dos últimos dias vieram em boa hora e não atrapalhou na safra - pelo contrário, ajudaram a reforçar a planta.

As expectativas da Cooabriel para a produção nesta safra giram em torno de 5 a 5,5 milhões de sacas por conta de um ganho no rendimento, que deve ser de 20% para este ano. Esse ganho, segundo Calegari, ainda é pequeno, mas que é considerável pensando na última safra.

Houve uma recuperação nas lavouras, que vegetaram bem mais do que em 2016. O ano também foi de mais chuvas, de 60 até 70mm em várias regiões. Assim, espera-se também uma boa safra para o ano que vem, dependendo do andamento nos próximos meses.

Entretanto, essas chuvas foram suficientes para as plantas, mas ainda não foram suficientes para abastecer os reservatórios de água e os lençóis freáticos. Com isso, precisa-se de mais chuvas regulares para normalizar a irrigação na região.

Quanto a preços, a situação não está tão satisfatória. A safra não será normal, com apenas 60% da capacidade. Isso faz com que o custo também aumente para R$350 a saca. Um preço justo a ser pago para o produtor, de acordo com Calegari, seria por volta dos R$450.

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Por:
Jhonatas Simião e Izadora Pimenta
Fonte:
Notícias Agrícolas

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