Cafeicultores brasileiros vão pedir que OIC coordene implementação de regras claras para divulgação de estimativas de safra

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Cafeicultores brasileiros vão pedir que OIC coordene implementação de regras claras para divulgação de estimativas de safra
DownloadArnaldo Bottrel, presidente da Associação dos Sindicatos Rurais do Sul de Minas (Assul), conversou com o Notícias Agrícolas diretamente da 17ª FEMAGRI, em Guaxupé (MG), para comentar as atuais estimativas sobre a safra de café e o seu impacto nos preços.
Bottrel avalia que a safra deverá, sim, ser maior do que no ano passado, mas que "ainda é uma safra a colher". Alguns fatores ainda podem trazer perdas até a colheita, como a granação, o tamanho da peneira e o clima na reta final. "É precipitado falar em superssafra".
O presidente também questiona a metodologia utilizada pelas empresas que divulgam suas estimativas, já que não existe um georreferenciamento do parque cafeeiro nacional. O Conselho Nacional do Café (CNC), do qual a Assul faz parte, irá realizar um seminário para tratar desse assunto, com a presença da Organização Internacional do Café (OIC).
Desta forma, o objetivo é que sejam estabelecidas regras, bem como alertar para a necessidade de essas metodologias serem registradas. Bottrel aponta que a situação, da maneira que vem se desenrolando, prejudica os preços e os cafeicultores, que podem acabar precisando de medidas como prorrogação de dívidas e políticas de opção.
Ele também salienta que o setor precisaria se unir para levar suas demandas ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), bem como o governo precisaria ter "o ouvido mais aberto para ouvir a cultura que mais emprega no Brasil".
No que diz respeito à produção, ele acredita que os cafeicultores devem prezar pela qualidade para conseguir vender um café diferenciado, com preços também diferenciados.
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