Café: Diante dos preços mais baixos e da estiagem, negócios estão lentos em Guaxupé (MG)

Publicado em 24/07/2018 10:25 e atualizado em 24/07/2018 15:04
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Saca do café é cotada próxima de R$ 440,00 na localidade. Até o momento em torno de 80% da safra já foi colhida e qualidade está acima da registrada no ciclo anterior. Cafezais estão sentindo a falta de chuvas na região e cenário já começa a preocupar os produtores para a próxima temporada.
Mario Guilherme Ribeiro do Valle - Presidente do Sindicato Rural de Guaxupé/MG

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Entrevista com Mario Guilherme Ribeiro do Valle sobre o Acompanhamento de Safra do Café

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Em meio aos preços mais baixos e as preocupações com o clima seco, a comercialização do café caminha lentamente na região de Guaxupé (MG). Atualmente, a saca do grão é cotada ao redor de R$ 440,00, valor que não remunera os cafeicultores. Além disso, a falta de chuvas tem penalizado os cafezais e já é uma preocupação para a próxima safra.

"Estamos vendo um quadro bastante preocupante em termos de seca e temos a expectativa de formação de El Niño para o último trimestre do ano e não sabemos como as chuvas irão se comportar de setembro em diante", afirma o presidente do Sindicato dos Produtores Rurais do município, Mário Guilherme Ribeiro do Valle.

Diante desse cenário, os cafeicultores estão cautelosos e entregam somente o café já fixado antecipadamente. A liderança ainda reforça que, nesse momento, os produtores estão focados em terminar a colheita do grão da safra 2018/19, que já se aproxima de 80% na região, e em beneficiar o café.

Em contrapartida, a seca, registrada desde março na localidade, contribuiu para a qualidade dos cafés colhidos nesta temporada. "Tem muito produtor finalizando a colheita das árvores e iniciando a varreção e o café está bebendo bem. O clima seco favoreceu a qualidade dos frutos", destaca Valle.

Tabelamento dos fretes

Assim como outros setores do agronegócio, os custos de produção também estão mais altos aos cafeicultores devido ao tabelamento do frete. "O frete mais alto impactou seriamente os nossos custos de produção", pondera o presidente do Sindicato.

Por: Fernanda Custódio
Fonte: Notícias Agrícolas

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