Após seca severa, agora o excesso de chuva atrasa adubação do café na maior região produtora do país

Depois de enfrentar a maior seca dos últimos anos, o produtor de café agora está lidando com excesso de chuvas em toda área de atuação da Cooxupé (Sul de Minas Gerais, Cerrado Mineiro e São Paulo). De acordo com dados da cooperativa, a chuva tardia chegou em dezembro com volumes bem acima da média esperada.
"O grande problema é que o solo tem uma capacidade de infiltração, ultrapassada essa capacidade essa água escorre. Em alguns locais estamos tendo problemas de erosão. Apesar do alto volume que caiu em dezembro principalmente, parte dessa água não é aproveitada", explica Mário Ferraz de Araújo - gerente do departamento técnico de desenvolvimento da Cooxupé.
O excesso de água também está atrasando os tratos culturais no cafezal. O especialista destaca que em um cenário dentro na normalidade, o produtor estaria fazendo neste momento a terceira adubação na lavoura. Porém, depois da chuva tardia, o volume de água agora impede os trabalhos. "Essa chuva intensa dificulta o controle de mato, de ervas daninha e o produtor precisa estar atento ao tempo e assim que possível dar continuidade nos trabalhos", afirma.
Falando em quebras para 2021, Mário destaca mais uma vez que ainda não é possível quantificar o tamanho do impacto da seca para a safra 2021. Reforça no entanto que com certeza a produção será menor do que era previsto anteriormente, considerando o ano de ciclo baixo e os impactos da seca.
Veja a entrevista completa no vídeo acima
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