Café: "Número do Cecafé será muito importante para definição dos preços nos próximos meses", afirma analista

Publicado em 10/01/2022 15:39 e atualizado em 10/01/2022 17:24 1827 exibições
Haroldo Bonfá - Analista de Mercado e Diretor da Pharos Consultoria
Relatório deve ser divulgado nos próximos dias pelo Conselho; semana começou com ajustes nos preços, mas analista mantém projeção de cotações firmes para o café no médio prazo

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Entrevista com Haroldo Bonfá - Analista de Mercado e Diretor da Pharos Consultoria sobre o Mercado do Café

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O mercado futuro do café arábica abriu a semana com desvalorização para os principais contratos na Bolsa de Nova York (ICE Future US), após expressiva valorização na semana anterior para o preços. Segundo Haroldo Bonfá, o mercado segue testando novos patamares de preços, mantendo o cenário de preços firmes para o café.

O analista destaca ainda que o mercado aguarda pelos números do Conselho Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) referentes aos embarques do mês de dezembro. "Esse número do Cecafé é esperado bem menor do equivalente ao ano passado, no entanto, deve ser acima de três milhões de sacas. Esse número é muito, muito importante para a definição dos próximos meses. Para entender como que nós vamos ter café para atender essa demanda permanente lá fora, principalmente na Europa e Estados Unidos", afirma o especialista. 

O contrato com vencimento em março/22 teve queda de 355 pontos, negociado por 234,90 cents/lbp, maio/22 teve queda de 335 pontos, valendo 234,95 cents/lbp, julho/22 teve baixa de 325 pontos, negociado por 234,65 cents/lbp e setembro/22 registrou recuo de 325 pontos, negociado por 234,20 cents/lbp. 

Já a análise do site internacional Barchart destacou que a HedgePoint Global Markets projeta que a safra de café de 2022/23 do Brasil se recuperará para 65,8 milhões de sacas, a segunda maior safra de café do país, e que o aumento da produção de café gerará um excedente de café de 6,2 milhões de sacas e ajudará a baixar os preços do café. 

No entanto, no Brasil, o setor ainda trabalha com muita cautela até entender o tamanho do impacto da seca prolongada e das geadas na produção de café arábica. É importante ressalta que as chuvas são importantes, mas não recuperam o potencial produtivo da planta. 

No Brasil, o mercado físico acompanhou e encerrou com desvalorização nas principais praças de comercialização do país. 

O tipo 6 bebida dura bica corrida teve queda de 1,32% em Guaxupé/MG, negociado por R$ 1.490,00, Poços de Caldas/MG teve baixa de 0,69%, valendo R$ 1.430,00, Varginha/MG teve queda de 0,65%, valendo R$ 1.520,00, Campos Gerais/MG teve baixa de 1,32%, valendo R$ 1.493,00 e Franca/SP teve queda de 1,30%, valendo R$ 1.520,00. 

O tipo cereja descascado teve queda de 1,25% em Guaxupé/MG, negociado por R$ 1.580,00, Poços de Caldas/MG teve queda de 0,65%, valendo R$ 1.520,00 e Varginha/MG teve baixa de 0,63%, valendo R$ 1.570,00.

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Por:
Virgínia Alves
Fonte:
Notícias Agrícolas

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