Pressionado pelo financeiro, arábica e conilon abrem semana com desvalorização no mercado futuro

Publicado em 24/01/2022 16:12 e atualizado em 24/01/2022 18:08 1172 exibições
Gil Carlos Barabach - Analista da Safras e Mercado
No Brasil, mercado físico acompanhou e também encerrou com baixas

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Entrevista com Gil Carlos Barabach - Analista da Safras e Mercado sobre o Mercado do Café

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O mercado futuro do café arábica abriu a semana com desvalorização, recuando 2,08% na Bolsa de Nova York (ICE Future US). Segundo Gil Barabach, analista de mercado da Safras & Mercado, a queda do dia está mais atrelada ao setor financeiro e não com os fundamentos - que continuam sólidos para o mercado de café. 

Março/22 teve queda de 495 pontos, negociado por 232,95 cents/lbp, maio/22 registrou baixa de 485 pontos, cotado por 233,25 cents/lbp, julho/22 teve baixa de 465 pontos, negociado por 232,55 cents/lbp e setembro/22 teve desvalorização de 450 pontos, valendo 230,05 cents/lbp. 

Na Bolsa de Londres, o café tipo conilon também recuou nesta segunda-feira. Março/22 teve queda de US$ 16 por tonelada, valendo US$ 2197, maio/22 teve baixa de US$ 13 por tonelada, negociado por US$ 2166, julho/22 teve baixa de US$ 14 por tonelada, valendo US$ 2156 e setembro/22 teve queda de uS$ 12 por tonelada, cotado por US$ 2155. 

Gil explica que os fundamentos não mudam para o mercado de café, que neste momento aguarda para saber qual será o tamanho da safra no Brasi, que de acordo com a Conab pode chegar a 55.7 milhões de sacas, contabilizando o café arábica e tipo conilon. "A escalada maior do mercado da perda potencial de 2022 já aconteceu, mas o mercado vai continuar firme porque tem pouco café disponível", afirma o analista em entrevista ao Notícias Agrícolas. 

Um levantamento realizado pela consultoria apontou que a safra 22 do Brasil já está 32% comercializada. No ano passado, neste mesmo período, cerca de 19% da produção já estava vendido. Gil explica que o produtor aproveitar, com cautela, as boas oportunidades oferecidas pelo mercado. 

"Os preços do café já estavam na defensiva com sinais de aumento das vendas do produtor no Brasil depois que a Safras & Mercado informou que os produtores brasileiros de café venderam 32% de sua safra de café 2022/23 em 14 de janeiro, bem acima dos 19% que os produtores venderam um ano antes", voltou a destacar a análise do site internacional Barchart. 

No Brasil, o mercado físico acompanhou e encerrou com desvalorização nas principais praças de comercialização do país. 

O tipo 6 bebida dura bica corrida teve queda de 0,67% em Guaxupé/MG, negociado por R$ 1.480,00, Poços de Caldas/MG teve baixa de 0,68%, valendo R$ 1.460,00, Varginha/MG teve baixa de 1,32%, valendo R$ 1.490,00 e Franca/SP teve queda de 0,66%, valendo R$ 1.500,00. 

O tipo cereja descascado teve queda de 0,63% em Guaxupé/MG, negociado por R$ 1.570,00, Poços de Caldas/MG teve baixa de 0,65%, valendo R$ 1.540,00, Varginha/MG teve baixa de 0,62%, cotado por R$ 1.590,00 e Campos Gerais/MG teve queda de 0,64%, valendo R$ 1.552,00. 

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Por:
Virgínia Alves
Fonte:
Notícias Agrícolas

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