DA REDAÇÃO: Maior oferta de animais confinados pressiona cotações do boi

Publicado em 15/09/2011 12:54 e atualizado em 15/09/2011 17:39 908 exibições
Mercado do boi gordo segue pressionado em época de entressafra. Aumento do volume de animais confinados em e demanda mais estabilizada são um dos fatores negativos para os preços.
Mercado do boi gordo segue pressionado em época de entressafra. Para especialista em mercado agropecuário da XP Investimentos, Lygia Pimentel, um dos fatores de maior pressão é o aumento de cerca de 30% de animais confinados neste ano em relação a 2010. Além disso, apesar de a demanda por carnes estar mais firme, o consumo está esticado, ou seja, tem dificuldades de crescer acima do que se tem visto.

Outro fator negativo para os preços é a incerteza que gira sob o cenário macroeconômico. A situação acaba dificultado a obtenção de créditos por parte dos frigoríficos, que hoje fazem o máximo de caixa para se prepararem para um possível período de crise.

Em São Paulo, o valor da arroba hoje gira em torno de R$95 a R$97 e as escalas de abate seguem mais alongadas, atendendo até 9 dias, em média. "Não há necessidade de pagar mais pela arroba para quem já tem uma programação dessas e ainda com esse cenário macroeconômico ruim, ninguém vai se arriscar a pagar mais mesmo", comenta.

A analista conta que algumas pesquisas de mercado sobre confinamento apontam maior concentração de animais liberados para abate no mês de setembro. "Eu acredito em um volume um pouco menor para outubro", comenta.

Exportações

Os embarques de carne bovina apresentaram melhora no mês de agosto, de acordo com pesquisas. As taxações maiores para as operações de venda em dólar no mercado acabou revertendo a tendência da moeda americana, que hoje, em alta, é favorável para as exportações brasileiras. Tudo isso porque os compradores internacionais precisam de menos dólares para comprar a mesma quantidade de carnes. "Mas, se você fizer a comparação ano a ano, ainda vai ficar (exportação) muito abaixo do necessário para recuperar o que perdeu... tem sempre um excedente para o consumidor interno absorver, por enquanto. Então essa questão do consumo vai acabar deixando o mercado meio morno", acredita.

Por:
Marília Pozzer
Fonte:
Notícias Agrícolas

RECEBA NOSSAS NOTÍCIAS DE DESTAQUE NO SEU E-MAIL CADASTRE-SE NA NOSSA NEWSLETTER

0 comentário