Suinocultor tinha poder de compra melhor há um mês, mesmo com preços menores pagos pelo suíno

Apesar dos preços pagos pelo suíno vivo estarem em patamares recordes nominal atualmente, o poder de compra do suinocultor era melhor há um mês, de acordo com o presidente da Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS), Valdomir Ferreira. Ele explica que a alta dos custos de produção, puxadas pelo milho, farelo de soja, sorgo e insumos dolarizados, como vitaminas, premix e aminoácidos, vêm consumindo grande parte das margens.
"A demanda por parte dos frigoríficos está aquecida, e há pouca oferta de animais, suínos saindo mais leves das granjas, mas a questão é que estamos chegando perto de um teto que o consumidor interno aceita de preço. Aí entra numa queda de braço entre o frigorífico, que não quer perder a rentabilidade, e o produtor, que arca com os custos altos", disse.
Na opinião de Ferreira, a maior preocupação para o segundo semestre no ramo da suinocultura são os custos de produção, que não devem ceder a ponto de ampliar as margens de lucro do produtor de proteína animal. A questão da alta no preço da carne suína no mercado interno também tiura a tranquilidade do suinocultor, já que, caso a proteína perca muito a competitividade em solo brasileiro, será preciso que o setor se apoie ainda mais nas exportações.
"Durante essa pandemia, a área de proteína animal seguiu muito bem, mas com as altas no mercado interno, em algum momento o consumidor vai se posicionar e escolher outra fonte de proteína", afirma.
A perspectiva do setor era de fazer reajustes no preço da carne neste segundo semestre, mas segundo Ferreira, pode ser que esta medida se torne inviável.
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