Mais do que uma opção, diversificação de culturas se torna necessidade para os produtores de arroz
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Nos últimos 10 anos, o cultivo de soja em áreas de arroz cresceu 205% no Rio Grande do Sul, de acordo com dados de um levantamento realizado pelo Irga (Instituto Rio-grandense do Arroz), representando 35% do total da área orizícola do estado na safra 2020/21.
Na visão do professor titular da UFSM (Universidade Federal de Santa Maria), Ênio Marchesan, mais do que uma opção, a diversificação de culturas é uma necessidade para o produtor de arroz obter sustentabilidade em seu processo produtivo, seja em diminuir custos, elevar produtividade ou ganhar em rentabilidade.
Além da soja, que foi a primeira a surgir como opção de áreas baixas de arroz, o milho vem ganhando espaço nos últimos anos, assim como sorgo, forrageiras, integração lavoura pecuária e cultivos de inverno como trigo, aveia e colza.
Para viabilizar esses cultivos, o professor destaca que são necessários uma série de estudos técnicos e adaptações nas lavouras, que mesmo que gerem algum custo, serão diluídos ao longo dos cultivos. Entre as principais mudanças estão as questões de drenagem da água e irrigação.
Os resultados de produtividade também têm melhorado com o passar dos anos. Os dados do Irga apontam que, a produtividade média de soja em áreas de arroz foi de 31,8 sc/ha na safra 2019/20 e subiu para 52,3 sc/ha em 2020/21, um aumento de 65%. Inclusive, a edição do concurso de maior produtividade da soja do Cesb 2022 teve como vencedor da Região Sul um produtor de Camaquã que produzi a oleaginosa justamente em áreas de arroz.
Confira a entrevista completa com o professor titular da UFSM no vídeo.
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