IAC 130 anos: Precocidade e resistência à mancha marrom são algumas características da tangerina Maria, lançada pelo Instituto

Publicado em 10/07/2017 11:39 e atualizado em 13/07/2017 17:56
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A variedade surgiu a partir da pesquisa de cruzamento da laranja pera e tangerina murcote que tinha como objetivo encontrar variedade resistentes ao CVC

Nesta semana, o Instituto Agronômico de Campinas (IAC) completa 130 anos. Com isso, o Notícias Agrícolas irá conversar com alguns pesquisadores e trazer um pouco das novidades que vêm sendo desenvolvidas pelo instituto.

A pesquisadora Mariângela Cristofani Yaly, do Centro de Citricultura Silvio Moreira, em Cordeirópolis (SP), destaca que o trabalho começou em 1997 realizando cruzamento entre duas variedades, a murcote e a laranja pêra. O objetivo desse cruzamento era transferir a resistência da primeira para a segunda. "A gente não imaginava como seriam os híbridos obtidos desse cruzamento", diz.

Foram obtidos 350 híbridos com os quais os pesquisadores vêm trabalhando desde então. Como o citrus é uma espécie perene, leva alguns anos para obter frutos e analisar a qualidade desses frutos no que diz respeito a alguns fatores como produção, resistência e aceitabilidade do fruto.

O início da pesquisa foi feito para buscar resistência ao CVC, entretanto, alguns híbridos tinham mais característica de laranja e, outros, de tangerina. Entretanto, o híbrido IAC 2019 Maria foi o que mais chamou a atenção pela alta resistência dele a uma doença que vem afetando outras produções de tangerina no estado de São Paulo, que é a mancha marrom.

Para este híbrido, o foco é o citrus de mesa. Há uma facilidade na hora de descascar a fruta e seu número de sementes é menor. Sua colheita também é mais precoce do que a murcote, que é mais tardia - o novo híbrido pode ser colhido em maio.

A IAC 2019 Maria é um pouco mais deficiente em cálcio, mas o manejo é "normal, como de outras tangerinas", aponta a pesquisadora. Contudo, a alta resistência da variedade pode ser uma grande atratibilidade para o produtor, por um menor custo de produção com fungicidas e uma melhor qualidade no meio-ambiente, além de ser um fruto que tem qualidade para o mercado.

O registro da variedade vem sendo realizado no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) para, logo após, ser disponibilizada. A previsão é que, em 2018, as borbulhas já estejam disponíveis no mercado. Esta também é a primeira variedade de citrus protegida pelo IAC.

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Por: Aleksander Horta e Izadora Pimenta
Fonte: Notícias Agrícolas

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