Safra de laranja chega ao fim em SP e preços médios para caixa ficam em R$22,00, deixando margem de lucro apertada para produtor

Publicado em 15/02/2017 15:07
426 exibições
Para a próxima safra é esperado um incremento de 20% sobre produção atual de 244 milhões de caixas de laranjas colhidas
Confira a entrevista de Flávio Viegas - Presidente da Associtrus

A safra de laranja se encerra em boa parte do país. No interior de São Paulo, faltam apenas 2% a serem colhidos. O presidente da Associtrus, Flavio Viegas, comentou, em entrevista ao Notícias Agrícolas, as expectativas para este momento do setor.

Viegas conta que, com uma safra menor - estimada em 240 milhões de caixas - ficou mais evidente o equilíbrio entre a oferta e a demanda, criando uma condição favorável para que os preços reagissem em uma média de R$22 a R$23 a caixa, o que deixa o produtor em uma situação apenas razoável, porém, nada confortável.

Ele lembra que a margem de lucro, por sua vez, não é significativa e os preços servem apenas para cobrir custos e indicar períodos de maiores preços no mercado. No ano passado, o custo de produção ficou em R$18 e, por se tratar de uma safra menor, esse custo "provavelmente cresceu", como aponta o presidente. "Ou a margem foi muito pequena ou o produtor empatou".

Para a próxima safra, os pomares se encontram em melhores condições climáticas, mas vêm de muitos anos de tratos deficientes. Com isso, grande parte dos produtores independentes estão debilitados. Os preços chegaram a um pico nesta safra que dão esperanças para o futuro, mas a situação geral dos independentes, como destaca Viegas, é muito ruim.

E mesmo diante de uma oferta restrita, a indústria também tem poder de formação de preços, sem estabelecimento de um limite. Os fundamentos levam a crer que este será um ano positivo, com queda na oferta muito mais intensa do que a queda da demanda a nível global, mas os preços ainda são uma incógnita.

Espera-se um aumento de 20% na produção da próxima safra, embora a renovação dos pomares tenha sido muito pequena, de apenas 30%.

Por: Aleksander Horta e Izadora Pimenta
Fonte: Notícias Agrícolas

0 comentário