No dia do Citricultor, uma boa notícia: o mercado está remunerando melhor o produtor

Publicado em 08/06/2020 13:32 e atualizado em 08/06/2020 17:31 1081 exibições
Emílio Fávero - Sócio - Diretor da Alfacitrus
Quebra na produção - por falta de chuvas na hora da florada - eleva o preço na industria para R$ 25-26/cx. Bom momento para a citricultura

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No dia do Citricultor o mercado deve remunerar melhor o produtor

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No dia do citricultor, comemorado no dia 08 de junho, o Notícias Agrícolas convidou o Sócio - Diretor da Alfacitrus, Emílio Fávero, para falar a respeito do setor e as expectativas para o mercado. Na visão de mercado do Diretor, o mercado deve remunerar melhor os produtores rurais.

“A expectativa é que os produtores rurais tenham margens melhores, mas o que direciona muito são as indústrias já que boa parte da produção de laranjas em torno de 70% é destina para as empresas. Neste ano, as indústrias têm uma proposta de preço um pouco melhor com a redução na safra deste ano”, destacou Fávero.

Atualmente, a média de preços da caixa está próxima de R$ 24,00 a R$ 26,00 na indústria. “Esse ano a produção terá múltiplas floradas em que a segunda florada é maior. Este ano é totalmente diferente e vai fechar a conta daquilo que a indústria precisa”, aponta.

Já as referências de preço para a mesa estão ao redor de R$ 28,00 a R$ 30,00 por caixa. “Lembrando que tem muita oferta de pokan no mercado e é uma fruta que agrada muito os brasileiros. A partir de julho e agosto, a cotação da pokan deve recuar e acredito que prevaleça a procura por laranja”, diz Fávero.

No ano passado, as condições climáticas afetaram muito a produção da fruta e acabou afetando bastante o chumbinho. “O problema maior foi o clima e o greening continua sendo uma doença severa para os produtores rurais, principalmente na região de Engenheiro Coelho que está com a produção afetada pela a doença”, afirma.

Os municípios do interior de São Paulo são conhecidos por ser um grande produtor de laranja, com as regiões de Engenheiro Coelho e Limeira. “Na região estão localizadas os principais mercadistas e família tradicionais que começaram a exportar o produto no passado”, comenta.

Em função das condições climáticas e de doenças nas árvores, a produção começou a ir para outras cidades e estados. “Os produtores buscaram por novas oportunidades e variedades que se adaptavam bem as temperaturas climáticas. Hoje vemos o sul de Minas com uma tradição muito forte na produção de pokan”, relata.

Por:
João Batista Olivi e Andressa Simão
Fonte:
Notícias Agrícolas

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