Dados do CAR e de satélites comprovam que de cada 2,5 hectares com citrus tem 1 hectare de preservação dentro das propriedades

Publicado em 14/08/2020 11:06 e atualizado em 14/08/2020 17:05 1314 exibições
Vinícius Trombin e Lucíola Magalhães - Coordenador da PES/Fundecitrus e Chefe-adjunta da Embrapa Territorial
Entrevista com Vinícius Trombin, do Fundecitrus, e Lucíola Magalhães, da Embrapa Territorial, sobre Áreas de citricultura dedicadas à preservação de vegetação nativa

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Entrevista com Vinícius Trombin e Lucíola Magalhães sobre as Áreas dedicadas à preservação da vegetação nativa

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O estudo da Fundecitrus e da Embrapa Territorial quantificou as áreas dedicadas à preservação da vegetação nativa nas propriedades de citrícolas nas localidades de São Paulo e Triângulo e Sudoeste Mineiro. A pesquisa revelou que há um hectare dedicado à preservação ambiental para cada 2,52 hectares de cultivo de citros e que ás áreas verdes totalizam 181.750 hectares.

Nessas mesmas propriedades, a área destinada à citricultura soma 459.058 hectares com aproximadamente 10 mil propriedades. A quantificação da área preservada utilizou informações do mapeamento completo do cinturão citrícola feito pelo Fundecitrus em 2017 e dados do Cadastro Ambiental Rural (CAR).

A Chefe-Adjunta de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Territorial, Lucíola Magalhães, destacou que através de um grande conjunto de dados é possível realizar uma busca pela a dimensão territorial nacional. “Nós sempre olhamos a totalidade dos imóveis rurais para compreender qual é o papel que eles têm na preservação do meio ambiente, ou seja, são compromissos que os produtores rurais assumiram com o código florestal em prol da preservação”, aponta.

Nos dados nacionais, as áreas dos imóveis rurais dedicadas à preservação nativa chega a 25,6%. “É um valor bastante representativo. Somente no estado de São Paulo essa média gira em torno de 20%. O produtor rural brasileiro proporciona diversos benefícios ao meio ambiente que o mundo precisa conhecer”, informou a Lucíola.

Dados da embrapa territorial a respeito das áreas preservadas

Confira mais dados em https://www.embrapa.br/car

Com relação aos estoques de carbono, Lucíola Magalhães explicou que é um processo e que as discussões ainda são muito prematuras. “A partir do momento que conseguimos estabelecer mecanismos para se mensurar e fazer o controle, eu acredito que vai proporcionar diversos benefícios”, conclui.

De acordo com o Coordenador da PES/Fundecitrus, Vinícius Trombin, a preservação dessas áreas nativas acaba beneficiando da flora e fauna, criando condições favoráveis para a instalação da vida animal. “Pequenos mamíferos e pássaros também se alimentam dos frutos e isso não é uma surpresa para quem visita as propriedades de citros”, ressaltou.  

Atualmente, o percentual de área preservada no território nacional está em  66,3%. “Nós incluímos neste percentual, as terras devolutas e que ainda não foram cadastradas, ás áreas militares e temos 13,8% de terras indígenas preservadas, ou seja, área de proteção integral”, comentou a Chefe-Adjunta da Embrapa Territorial.

O instituto Fundecitrus está buscando a cada dia a trabalhar junto com os produtores rurais dentro dos princípios da sustentabilidade. “Nós sabemos que isso é um driver se consumo, especialmente para as gerações mais jovens que foram educadas dentro dos valores de preservação ambiental”, explicou Trobin.

Nos últimos 30 anos, o setor de citricultura teve um aumento de produtividade em 200% em caixas por hectares. “Por outro lado, a área cultivada com citros reduziu 40%. Então foram liberados mais de 700 mil hectares para outras culturas”, disse o Coordenador.

Confira as imagens das lavouras de Laranja.

As Imagens são de autoria do Henrique Santos para o Fundecitrus

 

Lavouras de laranja são de autoria do Henrique Santos para o FundecitrusLavouras de laranja são de autoria do Henrique Santos para o FundecitrusLavouras de laranja são de autoria do Henrique Santos para o FundecitrusLavouras de laranja são de autoria do Henrique Santos para o Fundecitrus

 

 

No ano passado, as condições climaticas que não contribuiram para a florada da laranja e isso acabou atrasando a safra atual, que terá uma queda de 25% se comparada com temporada do ano anterior. "De 288 milhões de caixas que foram estimadas para serem colhidas durante de junho deste ano até março do próximo ano. Diante disso, nós temos uma projeção de que o tamanho da fruta também será pequeno em torno de 159g por fruto", finaliza. 

Por:
João Batista Olivi
Fonte:
Notícias Agrícolas

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