Em Santa Rosa Del Monday (PY), chuvas paralisam colheita da safrinha de milho; no trigo, lavouras apresentam doenças

Publicado em 20/07/2015 13:45
Em Santa Rosa Del Monday (PY), chuvas constantes paralisam a colheita da safrinha de milho. Cerca de 40% da área semeada ainda precisa ser colhida. Precipitações acontecem desde o início de julho. Tonelada do grão é cotada a US$ 100,00. No caso do trigo, lavouras apresentam doenças, como giberela e brusone e, em algumas áreas já há perdas.

Assim como no Brasil, as chuvas constantes também paralisaram a colheita do milho safrinha na região de Santa Rosa Del Monday, no Paraguai. As precipitações deram uma trégua no final de semana, mas ocorrem desde o início do mês de julho. Com isso, cerca de 40% da área semeada ainda precisa colhida. Em anos anteriores, a colheita já havia sido finalizada.

O produtor rural da região, Márcio Giordani Mattei, destaca que, alguns agricultores até colocaram as máquinas nos campos no final de semana para tentar realizar a colheita. “Com as chuvas, a qualidade dos grãos fica comprometida. E o milho com umidade acima de 23% a 24%, a qualidade já é afetada”, explica o produtor.

Em relação aos preços, Mattei sinaliza que, as cotações registraram ligeira melhora e os negócios giram em torno de US$ 90 até US$ 100 a tonelada. “Nesses patamares, a margem dos produtores ainda fica ajustada. E se colhermos o produto com qualidade baixa, com certeza, os preços irão cair. Esse ano está bem complicado ao agricultor”, completa.

Trigo

No caso do trigo, as lavouras também foram afetadas pelas chuvas constantes e, em algumas localidades, as perdas são irreversíveis devido ao aparecimento de doenças nas plantas. Principalmente, as variedades precoces, cultivadas entre o final de abril e início de maio, apresentam maior incidência de giberela e brusone.

“Nesse momento não há mais o que fazer. Já estamos no final de julho, o produtor deverá preparar a plantadeira e esperar para semear a soja a partir de setembro. Por enquanto, o mercado está parado e não temos uma referência de preços. Porém, acreditamos que com essa situação da safra, o mercado apresentará mudanças, será a lei da oferta e demanda”, acredita o produtor.

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Por:
Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas

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