Exportação brasileira de milho para China vai “crescer em escala rapidamente” e pode ser de até 10 milhões de toneladas já em 21
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Exportação brasileira de milho para China vai “crescer em escala rapidamente” e pode ser de até 10 milhões de toneladas já em 21
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A China tende a ampliar suas importações de milho nos próximos anos impulsionadas por uma redução na produção local e pelo constante aumento na demanda pelo cereal dentro do país asiático. Diante deste cenário, quem pode se beneficiar é o produtor de milho brasileiro, que ganharia um importante mercado consumidor.
Segundo o analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, a China deve importar entre 10 e 15 milhões de toneladas de milho ainda em 2020, buscando basicamente estes volumes nos Estados Unidos. Já para 2021, este montante deve crescer para 20 milhões e metade disso pode vir do mercado brasileiro.
Brandalizze explica que neste ano, a China deva perder entre 10 e 20 milhões de toneladas na sua produção após estiagem no inicio do ciclo e enchentes e tufão nas últimas semanas, e reduzir a área cultivada de 37 milhões de hectares para 36 milhões no ano que vem.
Ao mesmo tempo, o consumo estimado em 270 milhões de toneladas deve crescer para 280 milhões já em 2020 com apoio do setor de rações de frangos e suínos e do avanço na produção de etanol de milho no país, e seguir crescendo nos próximos anos. A projeção é que, em 2025, a China precise importar 50 milhões de toneladas do grão.
De acordo com o analista, a safra norte-americana, que deve ser menor do que o projetado inicialmente e já possui destinações acertadas com outros países consumidores cativos do milho dos EUA, teria pouca condição de atender esta crescendo volúpia chinesa, que se voltaria para o Brasil.
Outro fator positivo para o Brasil neste cenário é que a tonelada de milho brasileiro chegaria aos portos chineses ao redor dos US$ 200,00, enquanto a cotação do produto dentro do país asiático é de US$ 330,00.
Para atender essa demanda crescente, que já deve chegar com força no segundo semestre de 2021, Brandalizze recomenda que o produtor utilize este momento para investir na cultura e no aumento da produtividade, com mais tecnologia nas lavouras para saltar das atuais 102 milhões de toneladas produzidas para 150 milhões em 2025.
Como garantia deste bom momento futuro do milho e de renda ao produtor, o analista destaca as cotações futuras do milho na Bolsa de Chicago (CBOT), onde o preço do grão para 2022 está acima dos US$ 4,00, cerca de 15% maior do que os preços disponíveis do milho neste momento.
Confira a íntegra da entrevista com o analista de mercado da Brandalizze Consulting no vídeo.
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