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Modificação genetica na lagarta do cartucho pode ajudar no controle biólogico desta praga

Publicado em 03/05/2021 10:55 1249 exibições
Natalia Ferreira - Diretora-geral da Oxitec do Brasil
Estimativas apontam que 50% da produção de milho brasileira é perdida em decorrência da ação das lagartas e nova ferrementa preve sotura de mariposas nas lavouras para reduzir a população geração após geração devido a genes de limitação reprodutiva

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Modificação genetica na lagarta do cartucho pode ajudar no controle biólogico desta praga

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A lagarta do cartucho é uma das principais pragas das lavouras de milho brasileiras e reduz um até 50% a produtividade das plantas. A Organização para Alimentação e Agricultura das Nações Unidas estima que os agricultores ao redor do mundo gastem US$ 600 milhões todos os anos para controlar a praga, que ainda causa perdas anuais de outros US$ 400 milhões.

Atualmente as opções para o controle da praga são híbridos resistentes e aplicação de defensivos, mas uma nova solução biológica por ajudar os produtores em breve. Com tecnologia similar a já empregada em mosquitos Aedes Aegypti no combate à dengue, a mariposa macho recebe a adição de 2 genes que limitam a procriação da espécie.

A diretora geral da Oxitec do Brasil, Natália Ferreira, explica que uma vez que esses machos geneticamente modificados procriam com as fêmeas da natureza, todos os ovos que dariam origem à novas fêmeas morrem e apenas os machos nascem, já reduzindo a próxima geração em 50%. Além disso, os machos que nasceram também carregam a alteração genética, repetindo o processo e reduzindo aos poucos as populações.

Essa nova ferramenta já obteve a aprovação do CTNBio e agora irá avançar para mais fases de teste em campo antes de efetivamente chegar às mãos dos produtores.

Confira a íntegra da entrevista com a diretora geral da Oxitec do Brasil no vídeo.

Por:
Guilherme Dorigatti
Fonte:
Notícias Agrícolas

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