Milho: "Apenas menos oferta não significa preços melhores", destaca analista
Milho: "Apenas menos oferta não significa preços melhores", destaca analista
Com a colheita da segunda safra de milho avançando no Brasil vão se confirmando as perspectivas de oferta menor do cereal no país. Diante disso, a expectativa era de elevação dos preços, porém existem outros fatores do mercado para se considerar.
Ale Delara, Sócio Diretor da Pine Agronegócios, destaca que, apesar de menos oferta, a demanda não está tão aquecida quanto era esperado e a comercialização está lenta e pode acabar ficando muito concentrada.
Neste cenário, o consultor alerta o produtor para que não se repita o mesmo quadro da soja, com as vendas se concentrando nos períodos de vencimentos das parcelas de custeio e pressionando as cotações para baixo.
Outro ponto de importância ressaltado por Delara é a taxa de câmbio. Ele aponta que muita gente espera que o dólar siga em alta, talvez até voltando aos R$ 5,70, e é essa alta que vem sustentando as cotações no Brasil neste momento. Porém, pode haver uma reversão desse quadro e, com dólar em R$ 5,50, a saca de milho ficaria ao redor de R$ 42,00 no porto e abaixo dos R$ 30,00 no Mato Grosso.
Confira a íntegra da entrevista com o Sócio Diretor da Pine Agronegócios no vídeo.
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