Disparada do petróleo puxou preços do milho para cima nesta sexta-feira
Disparada do petróleo puxou preços do milho para cima nesta sexta-feira
A sexta-feira (13) chega ao final com movimentações positivas sendo registradas para os preços futuros do milho na Bolsa Brasileira (B3) e na Bolsa de Chicago (CBOT).
No cenário internacional, as grandes expectativas de produção da nova safra dos Estados Unidos e o clima positivo para o desenvolvimento das lavouras seguem pressionando e atuaram para limitar os ganhos deste pregão.
Por outro lado, a disparada no preço do petróleo após os conflitos no Oriente Médio atuou como força de alta para o cereal, conforme explicou Vlamir Brandalizze, analista de mercado da Brandalizze Consulting.
Apesar deste impacto pontual, o analista destaca que o mercado climático dos EUA está apenas no começo e deverá seguir no foco das movimentações durante as próximas semanas.
Essas altas registradas na CBOT também refletiram em flutuações positivas para o milho na B3, que subiu nesta sexta-feira, mas segue com pressão negativa vinda da segunda safra brasileira.
Brandalizze aponta que, ainda que lenta, a colheita no país já começou e deverá trazer entre 105 e 110 milhões de toneladas de milho para o mercado nos próximos meses. Com isso, as cotações tendem a seguir nessa pressão sazonal de colheita durante junho, julho e agosto.
Depois disso, a forte demanda pelo grão deve entrar em jogo e trazer suporte para as cotações. O analista destaca boas perspectivas para o setor de proteínas animais, de etanol de milho e para as exportações ao longo do segundo semestre, o que deve oferecer melhores oportunidades de comercialização entre setembro, outubro e novembro.
Confira como ficaram todas as cotações nesta sexta-feira
Na B3, o vencimento julho/25 foi cotado à R$ 63,35 com alta de 0,40%, o setembro/25 valeu R$ 64,09 com elevação de 0,41%, o novembro/25 foi negociado por R$ 67,96 com ganho de 0,38% e o janeiro/26 teve valor de R$ 72,12 com valorização de 0,75%.
No acumulado semanal, os contratos do cereal brasileiro registraram perdas de 1,89% para o julho/25, de 2,20% para o setembro/25, de 1,31% para o novembro/25 e de 0,92% para o janeiro/26.
No mercado físico brasileiro, o preço da saca de milho teve mais movimentações negativas neste último dia da semana. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas identificou valorização somente em Castro/PR, Sorriso/MT e Porto de Santos/SP. Já as desvalorizações apareceram em Ubiratã/PR, Marechal Cândido Rondon/PR, Pato Branco/PR, Palma Sola/SC, Tangará da Serra/MT, Campo Novo do Parecis/MT, Brasília/DF, Maracaju/MS, Campo Grande/MS e Eldorado/MS.
Na CBOT, o vencimento julho/25 foi cotado à US$ 4,44 com valorização de 6 pontos, o setembro/25 valeu US$ 4,28 com elevação de 2,25 pontos, o dezembro/25 foi negociado por US$ 4,43 com alta de 2,5 pontos e o março/26 teve valor de US$ 4,57 com ganho de 2 pontos.
Esses índices representaram elevações, com relação ao fechamento da última quinta-feira (12), de, 137% par ao julho/25, de 0,53% para o setembro/25, de 0,57% para o dezembro/25 e de 0,44% para o março/26.
No acumulado semanal, os contratos do cereal norte-americano registraram quedas de 1,1% para o setembro/25, de 1,39% para o dezembro/25 e de 1,4% para o março/26, além de alta de 0,45% para o julho/25, com relação ao fechamento da última sexta-feira (6).
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